Milho: dólar e atraso de plantio sustentam altas desta 2ªfeira na B3

Publicado em 22/02/2021 11:54 e atualizado em 22/02/2021 17:00 412 exibições
Chicago permanece positiva devido aos estoques reduzidos

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A segunda-feira (22) segue com os preços futuros do milho subindo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,76% e 1,18% por volta das 11h49 (horário de Brasília).

O vencimento março/21 era cotado à R$ 87,27 com alta de 0,76%, o maio/21 valia R$ 86,88 com elevação de 1,04%,, o julho/21 era negociado por R$ 81,15 com ganho de 1,07%, e o setembro/21 tinha valor de R$ 77,40 com valorização de 1,18%,.

De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, a divulgação do Imea sobre a semeadura do milho segunda safra ainda atrasada no Mato Grosso continua a preocupar o mercado, que encerrou a última semana com leve aceleração observada nos contratos mais longos, enquanto o contrato para setembro/21 bateu sua máxima.

Outro fator que segue dando suporte aos contratos de cereal brasileiro é a movimentação cambial neste início de semana, uma vez que o solar subia 2,35% e era cotado à R$ 5,50 por volta das 11h52 (horário de Brasília).

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Cotações futuras começam a semana subindo tanto no Brasil quanto em Chicago

Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuro também se mantiveram altistas nesta segunda-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 6,00 e 7,00 pontos por volta das 11h38 (horário de Brasília).

O vencimento março/21 era cotado à US$ 5,48 com ganho de 6,00 pontos, o maio/21 valia US$ 5,48 com valorização de 7,00 pontos, o julho/21 era negociado por US$ 5,39 com elevação de 6,75 pontos e o setembro/21 tinha valor de US$ 4,88 com alta de 6,50 pontos.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os futuros do milho cobraram alta esta manhã depois que as projeções atualizadas da última sexta-feira do USDA descobriram que o aumento da demanda por ração, exportação e etanol reduziria os estoques em 2022, apesar das previsões de safra recorde em 2021.

“O milho tem que competir com a soja cara para atrair plantações dos agricultores dos EUA, o que é um fator de apoio hoje”, disse Matt Ammermann, gerente de risco de commodities da StoneX, à Reuters esta manhã.

A nova projeção do USDA para 2021 área plantada com milho de 92 milhões de acres plantados é muito melhor do que o esperado pela maioria, escreve Matt Bennett da AgMarket.Net. Porém, mesmo em meio a uma grande safra de milho projetada em 2021/22, Bennett aponta na última coluna da Ag Marketing IQ que um aumento substancial na demanda de milho após uma recuperação nos setores de ração e etanol, além do aumento das exportações, manterá os estoques de milho apertados época de colheita do próximo ano.                                                             

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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