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Falta de chuvas prejudica o milho no MS e apenas 13% das lavouras são classificadas como boas pela Famasul

Publicado em 05/05/2021 14:08 1461 exibições
Enquanto isso preço médio da saca em abril de 2021 foi 103% maior do que a média de abril de 2020

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A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul) divulgou seu Boletim Semanal da Casa Rural seguindo o acompanhamento da safra e da comercialização da produção de milho no estado.  

De acordo com o levantamento, o preço médio do cereal entre 26 de abril e 03 de maio de 2021 se valorizou 2,18% e foi cotado a R$ 93,63/sc.

“O movimento foi justificado pela valorização do cereal no mercado internacional, nos contratos de curto prazo, pela incerteza quanto ao resultado de produtividade e produção da safra e pela demanda consistente”, diz a Famasul. 

Já o preço médio do milho em abril de 2021 ficou em R$ 87,26/sc, o que representa uma valorização de 103,02% frente aos R$ 42,98/sc de abril de 2020. No final do quarto mês de 2021 a saca era cotada à R$ 93,63 com alta mensal de 17,58%.

Quanto a área cultivada nesta segunda safra, a entidade estima 2,003 milhões de hectares o que seria um aumento de 5,7% com relação a safra 2019/20. Outras perspectivas da Famasul são de produtividade de 75 sacas por hectare e produção total de 9,013 milhões de toneladas.

“O desenvolvimento do milho está sendo prejudicado gradativamente devido a falta de chuva nas regiões produtoras. De acordo com os modelos agroclimáticos o estado possui em média 30 dias de estiagem agrícola”, destaca a publicação.

A Famasul analisou também os diversos aspectos técnicos da lavoura de milho, procurando estabelecer sua potencialidade com base na área total cultivada na propriedade, classificando o cultivo em ruim, regular e bom. Neste momento, apenas 13% das lavouras foram classificadas como boas, 83% como regulares e 4% como ruins.

O relatório explica que para um cultivo ser classificado como “ruim”, deve apresentar diversos critérios negativos, como alta infestação pragas (plantas daninhas, pragas e doenças) ou falhas de stand, desfolhas, enrolamento de folhas, amarelamento precoce das plantas, dentre outros defeitos que causem elevada perda de potencial produtivo. Em uma classificação “regular”, encontra-se plantas que apresentam poucos danos causados por pragas, stand razoável e pequenos amarelamentos das plantas em desenvolvimento. Um cultivo é classificado como “bom”, quando não apresenta nenhuma das características anteriores, possuindo plantas viçosas e que garantem uma boa produtividade.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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