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Conab reduz projeção de produção de milho na safrinha e encurta estoques finais da safra 20/21

Publicado em 12/05/2021 11:27 e atualizado em 12/05/2021 13:13
Plantio tardio e dificuldades climáticas reduziram safrinha para 79,799 milhões de toneladas e estoques finais para 10,9 milhões

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A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou seu boletim de acompanhamento da safra brasileira de grãos para o mês de maio e trouxe dados sobre as três safras de milho além de projeções sobre oferta e demanda brasileiras.

Para a segunda safra, o destaque são as operações de semeadura envolvendo a segunda safra de milho nesta temporada que foram duramente afetadas pelo atraso na colheita da soja, que provocou, de forma inédita, o plantio de aproximadamente 35% da área total fora do período recomendado pela área técnica.

Agora, será o clima quem vai determinar o tamanho da safra brasileira. A entidade reduziu sua perspectiva de produção da safrinha para 79,799 milhões de toneladas, mesmo assim aumentando em 6,6% a resultado da safra passada, com um aumento de 8,8% no plantio com 14,968 milhões de hectares.

Entre os principais estados produtores, a publicação aponta que o Mato Grosso teve 40% da área plantada fora da janela ideal e maio será determinante para o desempenho das lavouras que, até o momento, “têm apresentado desenvolvimento positivo, de modo geral, porém ainda será necessário aguardar um pouco mais para garantir seu pleno desenvolvimento”.

Já o Paraná, o plantio já foi concluído, com bastante atraso, devido ao clima extremamente úmido em janeiro, que praticamente impossibilitou a colheita da soja, não liberando área para o milho. “Devido à falta de chuvas de fevereiro em diante, as lavouras tiveram piora significativa na qualidade, apresentando estandes bem comprometidos e a quebra na produtividade já é dada como certa. Também há relatos de moléstias de enfezamento pálido e vermelho”.

Primeira Safra

Para a safra verão, o relatório ressalta que o atraso das chuvas nas principais regiões produtoras do país estabeleceu importante influência no planejamento da produção das lavouras do milho primeira safra, como mudanças para a semeadura de soja e a decisão de transferir o plantio para o período da segunda safra do cereal.

“Mesmo assim, a área plantada, em linha com uma tendência já observada nas últimas temporadas, apresentou, em relação à safra passada, crescimento de 2,4%, atingindo 4.337,6 mil hectares nesta safra. Esse fato, no entanto, não foi suficiente para compensar os efeitos do clima, com a produção apresentando forte redução, ao atingir 24.676,8 mil toneladas, queda de 3,9% em comparação ao volume produzido no período 2019/20”.

Terceira Safra

A Conab relata ainda que, os trabalhos de plantio da terceira safra de milho devem começar neste mês de maio e terão como suporte os fortes estímulos dos preços ora praticados. A estimativa de área plantada para o milho no período 2020/21 é de  atingir 567 mil hectares, com produção prevista de 1.937,3 mil toneladas, representando acréscimo de 5,1% em relação à safra passada.

Oferta e Demanda

Diante destes cenários, a expectativa da Conab para a produção total ficou em 106,4 milhões de toneladas, aumento de 3,7% em ralação ao ciclo 19/20, mas redução na comparação com as estimativas de abril (109 milhões) e março (108,1 milhões).

De olho no consumo, o relatório aponta de o Brasil deva utilizar 72,9 milhões de toneladas durante a safra 2020/21, aumento de 6,2% do último período, e mantêm inalteradas as projeções de importação e exportação de grãos de milho em um milhão de tonelada e 35 milhões de toneladas, respectivamente.

Sendo assim, o estoque final em 2020/21 deverá ser de 10,9 milhões de toneladas, aumento de 2,5% em relação à safra anterior. “O ajuste é explicado pelo aumento da produção total de milho em um montante superior ao aumento esperado para consumo agregado”.

Na última estimativa divulgada em abril, a projeção de estoques finais era de 13,4 milhões de toneladas.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Tiago Pandolfo Balsas - MA

    Os relatórios da Conab há tempos estão desconectados da realidade. Cada absurdo que colocam que temos que acreditar no USDA, impressionante! Mais uma empresa pública sem retorno à sociedade. Deveriam fechá-la.

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    • Carlos William Nascimento Campo Mourão - PR

      Isso é para tapar a boca de quem acredita que os relatórios não são manipulados.

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