Milho recua na B3 nesta 5ªfeira e já chega próximo aos preços de exportação

Publicado em 21/10/2021 16:40 995 exibições
Chicago cai com realização de lucros, mas mantém fundamentos positivos

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A quinta-feira (21) chega ao final com os preços futuros do milho não conseguindo registrara grandes movimentações e contabilizando leves recuos na Bolsa Brasileira (B3).

O vencimento novembro/21 foi cotado à R$ 88,41 com desvalorização de 0,47%, o janeiro/22 valeu R$ 88,35 com queda de 0,29%, o março/22 foi negociado por R$ 88,08 com perda de 0,32% e o maio/22 teve valor de R$ 85,70 com baixa de 0,46%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o milho interno segue estável e mostrando calmaria. O analista acredita que, esses movimentos de recuo das cotações pode atuar para dar uma nova alavancada nas exportações brasileiras.

“A B3 está nessa faixa de R$ 88,00 e já vai chegando na faixa de exportação novamente, que hoje fica entre R$ 86,00 e R$ 88,00 nos portos. O mercado está muito perto de voltar a exportação que está parada há muito tempo. Com essa condição de dólar mais forte pode abrir janela novamente”, diz Brandalizze.

No mercado físico, o preço da saca de milho registrou volatilidade neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações Londrina/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Eldorado/MS e Cândido Mota/SP. Já as valorizações apareceram em Cascavel/PR, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Dourados/MS e Porto Paranaguá/PR.

Confira como ficara todas as cotações nesta quinta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “o mercado físico do milho segue travado em boa parta das regiões produtoras. A alta rápida do dólar não estimula o produtor a negociar parte da produção neste momento, uma vez que os estoques de passagem estão relativamente curtos. Por outro lado, as chuvas aliviam o plantio”.

Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuro encerraram as atividades desta quinta-feira acumulando prejuízos na Bolsa de Chicago (CBOT).

O vencimento dezembro/21 foi cotado à US$ 5,32 com desvalorização de 7,00 pontos, o março/22 valeu US$ 5,41 com baixa de 6,25 pontos, o maio/22 foi negociado por US$ 5,45 com queda de 5,75 pontos e o julho/22 teve valor de US$ 5,46 com perda de 5,50 pontos.

Esses índices representaram desvalorizações, com relação à última quarta-feira (20), de 1,30% para o dezembro/21, de 1,10% para o março/22, de 1,09% para o maio/22 e de 0,91% para o julho/22.

Segundo informações do site internacional Successful Farming, na quinta-feira, os mercados agrícolas do CME Group experimentaram realização de lucros, depois que o mercado de milho se recuperou de sua recente baixa na última quarta-feira.

Apesar dessas quedas, a Agência Reuters destaca que ainda existem fundamentos de alta no mercado como um aviso diário de exportação e custos mais altos de insumos no próximo ano.

“As perdas de milho foram amenizadas por uma venda diária de exportação de 130.000 toneladas de milho para o México, bem como pela forte produção semanal de etanol”, destaca Christopher Walljasper, da Reuters Chicago.

As exportações semanais de milho dos Estados Unidos de 1,27 milhão de toneladas aumentaram 67% em relação à sessão de 4 semanas anterior, disse o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), perto do limite máximo das expectativas dos analistas.

A publicação ressalta também que os mercados de milho também foram sustentados por preocupações com o aumento dos preços dos fertilizantes, o que afetará mais o milho do que a soja, à medida que os agricultores consideram as decisões de plantio para a safra de 2022.

“Acho que a história dos insumos é realmente o que mantém o apoio no mercado de milho. Há produtores considerando seriamente a produção de grãos mais pesados no próximo ano”, disse Andrew Jackson, corretor da Producers Hedge, LLC.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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