Imea mantém projeções de área e produção para safrinha 22 no MT, mas liga alerta para diminuição de tecnologia e produtividade
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O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) divulgou relatório apontando que, a safra 2021/22 deve registrar um aumento de 6,44% na área cultivada com milho no Mato Grosso, atingindo assim o patamar de 6,22 milhões de hectares, mantendo assim suas projeções realizadas no início de outubro.
Este aumento é “ainda pautado pela demanda aquecida e pelos preços em altos patamares. Além disso, o panorama está favorável para a semeadura do cereal dentro da janela considerada ideal, uma vez que o cultivo da soja está ocorrendo de forma acelerada atingindo avanços recordes semanais”, explica a publicação.
Nas projeções do Imea, 91,97% das lavouras de milho safrinha devem ser semeadas dentro da janela ideal de cultivo para o Mato Grosso, que se estende até o final do mês de fevereiro de 2022.
Do lado da produtividade, as expectativas também segue como as já divulgadas no reporte anterior, com estimativa de 106,09 sacas por hectare, patamar 14,51% maior do que ao da safra passada. “O adiantamento da semeadura de soja, bem como as previsões iniciais de chuvas indicando volumes acima da média histórica, segundo o NOAA, geram uma perspectiva positiva quanto aos rendimentos do milho no estado”, justifica.
Um alerta levantado pelos técnicos do Imea é para os custos de produção e uma possível redução de tecnologia, que pode resultar em menos produtividade. “É importante pautar que a menor oferta mundial de fertilizantes e valorização dos preços já afeta os custos de produção da safra mato-grossense e pode implicar sobre a quantidade de aplicações utilizada nas áreas de segunda safra. Caso isso ocorra, o potencial produtivo da cultura pode ser afetado, o que é um ponto de atenção quanto aos rendimentos do cereal”.
Por fim, com a manutenção das projeções de área cultivada e de produtividade média estadual, o Imea estima que na safra 2021/22 o Mato Grosso deva produzir um total de 39,57 milhões de toneladas, um acréscimo de 21,53% frente o registrado no ciclo anterior 2020/21.
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