Milho recua na B3 nesta 2ªfeira após atingir teto do mercado

Publicado em 31/01/2022 16:45 e atualizado em 31/01/2022 18:21
Exportação semanal dos EUA freia a CBOT

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Os preços futuros do milho foram perdendo força ao longo da segunda-feira (31) e chegaram ao final do pregão com as movimentações levemente negativas na Bolsa Brasileira (B3), após trabalharem em campo positivo na parte da manhã.

O vencimento março/22 foi cotado à R$ 98,76 com perda de 0,30%, o maio/22 valia R$ 96,90 com desvalorização de 0,41%, o julho/22 foi negociado por R$ 91,11 com baixa de 0,11% e o setembro/22 teve valor de R$ 90,03 com queda de 0,02%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 já rodou perto do teto de R$ 100,00, que é o nível que já está estável junto as indústrias do Rio Grande do Sul.

“Nós temos que levar em conta que uma fatia grande do mercado consumidor de milho é o de suinocultura, que em função do farelo de soja também estar em alta, hoje a gente tem visto o setor reclamando que cada suíno terminado está dando entre R$ 100,00 e R$ 110,00 de déficit, então já está estrangulando esse pessoal e deixa o milho no teto da B3”, pontua Brandalizze.

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também contabilizou poucas movimentações neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou desvalorização apenas em Brasília/DF, enquanto as valorizações foram percebidas apenas em Rio do Sul/SC, Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT e Amambai/MS.

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que, dentre as principais regiões produtoras de safra verão de milho (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais), os preços recuaram apenas nos mercados mineiro e paulista nos últimos dias.

“No Sul do País, apesar de as cotações avançarem com menor intensidade do que nas semanas anteriores, as altas prevaleceram, impulsionadas pelas condições climáticas adversas. Especificamente na região de Campinas (SP), referência para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, as cotações recuaram 0,95%, fechando a R$ 97,40/sc de 60 kg na sexta-feira, 28 – no entanto, no acumulado de janeiro (até o dia 28), a alta é de quase 8%. O menor interesse por parte dos consumidores pressionou as cotações”, diz a publicação.

Enquanto isso, o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) apontou plantio do cereal em 26,7% no estado, o que representa um avanço de 16,99 pontos percentuais com relação à semana anterior e é 24,57 pontos percentuais à frente dos 2,13% registrados neste mesmo período de 2021.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) também perdeu força nesta segunda-feira e viu os preços internacionais do milho futuro mudarem de lado, passando a recuar ao longo do primeiro pregão da semana.

O vencimento março/22 foi cotado à US$ 6,26 com queda de 10,00 pontos, o maio/22 valia US$ 6,24 com perda de 8,75 pontos, o julho/22 foi negociado por US$ 6,19 com baixa de 7,00 pontos e o setembro/22 teve valor de US$ 5,85 com alta de 1,25 pontos.

Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última sexta-feira (28), de 1,57% para o março/22, de 1,42% para o maio/22 e de 1,12% para o julho/22, além de ganho de 0,17% para o setembro/22.

Segundo informações do site internacional Barchart, os novos reportes de embarque de grãos do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicaram que os embarques semanais de milho atingiram 1,035 milhão de toneladas, dentro do intervalo esperado pelo mercado de 950 mil a 1,450 milhão de toneladas, mas caindo das 1,186 milhão da semana passada e das 1,116 milhão da mesma semana na temporada passada.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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