Milho despenca na CBOT nesta 4ª acompanhando perdas de mais de 5% do trigo após anúncio russo
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As cotações futuras do milho seguiram em queda forte nesta tarde de quarta-feira (02) na Bolsa de Chicago (CBOT), seguindo o trigo, que perde mais de 5%, e a soja. O recuo tem reflexo na decisão russa no acordo de grãos do Mar Negro, além de realização de lucros ante a véspera.
Por volta das 12h15 (horário de Brasília), o principal vencimento do cereal caía mais de 2% na CBOT. O dezembro/22 estava cotado a US$ 6,83 por bushel, com recuo de 14,6 por pontos. Enquanto que o julho/23, mais distante, tinha queda de 12,2 pontos, valendo US$ 6,83 por bushel.
Depois de a Rússia anunciar que deixaria o acordo de exportação de grãos que permite à Ucrânia exportar pelo Mar Negro, dizendo que não poderia garantir a segurança dos navios civis, o país voltou atrás e o Ministério da Defesa disse em comunicado que renovará participação.
"A Federação Russa considera que as garantias recebidas no momento parecem suficientes e retoma a implementação do acordo", disse o comunicado do ministério. A Ucrânia é uma das maiores exportadoras de trigo do mundo e essa informação, claro, faz o mercado recuar mais de 5% na CBOT impactando também o milho.
Além disso, o mercado sente pressão de realização de lucros ante ganhos seguidos nas últimas sessões. O mercado também está monitorando questões relacionadas à demanda e o financeiro. Hoje, a Bolsa Brasileira (B3), principal referência para o cereal interno, não funciona por conta do feriado de Finados. Na véspera, as movimentações foram mistas.
O mercado do cereal também está atento nesta quarta-feira para a atualização da alfândega chinesa da lista de exportadores de milho brasileiros aprovados. Segundo a agência de notícias Reuters, com base em fonte, esse pode ser um movimento de que as exportações de milho brasileiro para a China poderiam começar.
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