Milho: B3 volta a subir nesta 5ªfeira e Brandalizze enxerga mais valorizações pela frente

Publicado em 19/10/2023 16:51
Analista destaca cenário positivo para os preços tanto do lado de oferta quanto do de demanda

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Os preços futuros do milho operaram no campo negativo da Bolsa Brasileira (B3) por boa parte deste pregão, mas encerraram a jornada desta quinta-feira (19) contabilizando movimentações positivas. As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 61,21 e R$ 68,28. 

O vencimento novembro/23 foi cotado à R$ 61,21 com valorização de 1,26%, o janeiro/24 valeu R$ 65,06 com elevação de 1,20%, o março/24 foi negociado por R$ 68,28 com alta de 0,90% e o maio/24 teve valor de R$ 67,60 com ganho de 0,90%. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também teve um penúltimo dia da semana positivo. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas não encontrou desvalorização em nenhuma das praças, mas percebeu valorizações em Marechal Cândido Rondo/PR, Rio do Sul/SC, Sorriso/MT, Brasília/DF, Eldorado/MS, Machado/MG e Campinas/SP. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira 

Para o Analista de Mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado brasileiro de milho segue com potencial de atingir os R$ 70,00 a saca para o contrato de março/24 diante de incertezas quanto ao tamanho da produção de milho em alguns dos principais produtores como Estados Unidos, Brasil e Argentina. 

“Eu continuo vendo que a safra americana é um pouco menor, é uma safra grande, mas um pouco menor do que o USDA apontou. A safra brasileira nós já temos que contabilizar que será uma safra bem limitada, vai ser uma safra grande, mas dificilmente vai passar de 130 milhões de toneladas após esse atraso da soja. A safra da Argentina é uma grande dúvida, o produtor argentino está descapitalizado e precisa de bastante insumo para o plantio”, diz Brandalizze. 

Outro fator altista para o mercado citado pelo analista é a demanda aquecida, especialmente a vinda da China. “O milho está barato e o maior consumidor de milho, que é a China, está com o pé no acelerador no setor de suínos voltando a produzir muito, o crescimento econômico perto de 5% da China vai estimular a demanda de suíno, de frango de ovos, e há muita demanda de milho”, destaca. 

Mercado Externo 

Os preços internacionais do milho futuro também registraram movimentações positivas nesta quinta-feira ao longo do pregão da Bolsa de Chicago (CBOT). 

O vencimento dezembro/23 foi cotado à US$ 5,05 com valorização de 13,00 pontos, o março/24 valeu US$ 5,17 com alta de 10,50 pontos, o maio/24 foi negociado por US$ 5,24 com elevação de 9,50 pontos e o julho/24 teve valor de US$ 5,28 com ganho de 9,00 pontos. 

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última quarta-feira (18), de 2,64% para o dezembro/23, de 2,17% para o março/24, de 1,95% para o maio/24 e de 1,73% para o julho/24. 

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho tiveram avanços significativos em uma rodada de compras técnicas estimuladas pela saudável demanda de exportação dos Estados Unidos e pelas condições de seca no início da estação no Brasil. 

A publicação destaca que, as exportações de milho atingiram 35,1 milhões de bushels em vendas combinadas de safras antigas e novas na semana passada. As vendas de safras antigas caíram 15% abaixo da média das quatro semanas anteriores. Isso também ficou um pouco próximo do limite superior das estimativas dos analistas, que variaram entre 19,7 milhões e 48,2 milhões de bushels. Os totais acumulados para o ano comercial de 2023/24 apresentam tendência moderadamente acima do ritmo do ano passado até agora, com 157,5 milhões de bushels.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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