Milho fecha 3ª feira (21) com mais de 1% de alta em Chicago e leves ganhos na B3
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Os preços do milho fecharam o pregão em alta na B3 nesta terça-feira (21) entre os contratos mais negociados, os quais subiram de 0,2% a 0,6%. A exceção foi o vencimento março, que perdeu 0,9% e terminou o dia com R$ 77,46 por saca. Enquanto isso, o maio foi a R$ 76,05 e o setembro a R$ 72,73. O mercado testou os dois lados da tabela durante todo o dia.
De um lado, o mercado tinha certa pressão do dólar, que voltava a cair frente ao real, concluindo os negócios com baixa de 0,2% e R$ 6,03, ao passo em que o clima no Brasil é acompanhado de perto, já que a colheita da safra de verão de milho e o plantio da safrinha estão em andamento e com pontuais adversidades sendo registradas em diversas partes do país.
"Após uma trégua desde domingo, áreas de instabilidade retornam nesta terça e quarta-feira, aumentando a possibilidade de chuvas no Centro e Centro-Oeste do país. Na quinta, uma frente fria atinge o sul do Brasil, envolvendo Paraná e Santa Catarina, mas só chegam até o norte do Rio Grande do Sul, deixando o restante do estado com tempo aberto. Por outro lado, na sexta, um novo sistema vindo da Argentina ganha intensidade e abrangência e este sim levará bons volumes de chuvas para garnde parte do RS, aliviando as preocupações com a seca", informou a Agrinvest Commodities.
Além disso, como trouxe a equipe da Pátria Agronegócios, "no Brasil, a necessidade de recompor os estoques do cereal mantém a demanda interna aquecida, sustentando os preços no mercado futuro e físico". Todavia, as altas desta terça vieram limitadas, justamente em função de poucas novidades entre os fundamentos para o grão.
No mercado físico, esse quadro mantém os indicativos nas principais praças de comercialização ainda acima dos R$ 63,00 em praticamente todo o país, mas com preços mais próximos dos R$ 70,00 em algumas delas, como é o caso de Rondonópolis/MT, onde o preço foi a R$ 69,20, ou Rio do Sul/SC, com R$ 68,00 por saca.
BOLSA DE CHICAGO
Na Bolsa de Chicago, os futuros do milho foram na carona da disparada da soja - de mais de 2% - e terminou o pregão com ganhos superiores a 1%, ou variando de 3,50 a 6,75 pontos entre os contratos mais negociados. Assim, o março encerrou o dia com US$ 4,90; o maio com US$ 4,99 e o julho com US$ 5,01 por bushel.
Além da carona da soja em grão, os ganhos intensos do trigo e do farelo de soja - que teve mais de 4% de avanço nesta terça-feira, também ajudaram a promover o avanço do cereal.
E ainda de acordo com a Pátria, "no exterior, o cereal é sustentado pelo otimismo em relação a possibilidade de liberação do uso do E-15 durante todo o ano nos EUA".
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