USDA traz números robustos para nova safra dos EUA e milho fecha em campo misto em Chicago
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A segunda-feira (12) foi de intensa volatilidade para o mercado do milho na Bolsa de Chicago e terminou com os preços em campo misto. As oscilações, porém, foram tímidas, com o julho perdendo 2,50 pontos e o dezembro com alta de 3 pontos, os quais fecharam com US$ 4,47 e o dezembro com US$ 4,45 por bushel, respectivamente.
O mercado sentiu a influência do novo reporte mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe neste início de semana, com dados atualizados da safra velha e as primeiras projeções da safra nova dos EUA, a qual deverá ser recorde nesta temporada e exercer uma pressão mais agressiva sobre as cotações na CBOT mais a diante.
A produção de milho foi trazida em 401,85 milhões de toneladas milhões de toneladas, contra 377,63 milhões da 2024/25. Já a produtividade foi estimada em 189,35 sacas por hectare e, como esperado, acima do registrado na temporada anterior, de 187,57 scs/ha. A média esperada foi de 189,46 sacas por hectare, em um intervalo de 188,31 a 190,61 sacas por hectare.
"Obviamente que isso (a finalização da safra) depende de condições climáticas favoráveis do começo ao final da safra, mas mesmo em uma possível redução ao longo dos próximos meses, os estoques devem se recompor expressivamente", afirma o time de analistas da Agrinvest Commodities.
Os estoques finais norte-americanos do cereal para a nova safra são esperados em 45,72 milhões de toneladas, vindo também abaixo da média das expectativas de 51,31 milhões de toneladas. O intervalo das projeções era de 45,72 a 57,41 milhões de toneladas.

B3
Na B3, os futuros do milho caíram, porém, ao longo do dia, arrefeceram o ritmo das perdas no mercado nacional. As baixas foram de pouco mais de 0,5% entre as posições mais negociadas, levando o julho a R$ 63,70 e o setembro a R$ 64,77 por saca nesta segunda-feira.
Os preços continuam pressionados pelos fundamentos, em especial o bom desenvolvimento da safrinha e a colheita já começando, mesmo que pontualmente, em algumas regiões.
"A aproximação da colheita do milho safrinha 2025 e boas perspectivas de produção, especialmente uma safra cheia esperada para o Centro-Oeste, acabam puxando os preços para baixo. É esperado que a produção nacional supere as 100 milhões de toneladas, o que deve limitar uma nova recuperação de preços no curto prazo, mesmo com a demanda interna aquecida", informa a Agrinvest Commodities.
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