Milho da B3 se apoia na demanda e sobe mais de 2% nesta segunda-feira
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Após abrirem a segunda-feira (28) em alta, os preços futuros do milho ganharam ainda mais força na Bolsa Brasileira (B3) e registravam movimentações positivas de mais de 2% por volta das 13h14 (horário de Brasília).
O vencimento janeiro/26 era cotado a R$ 74,86 com elevação de 2,25%, o março/26 valia R$ 76,67 com valorização de 2,29%, o maio/26 era negociado por R$ 75,86 com ganho de 2,17% e o julho/26 tinha valor de R$ 71,93 com alta de 1,48%.
De acordo com Vlamir Brandalizze, analista da Brandalizze Consulting, a forte demanda pelo milho brasileiro está sustentando as cotações e abrindo espaço para que novos ganhos sejam registrados na virada do ano.
“Tem novos compradores querendo milho em dezembro e continuamos avançando com as exportações. O mercado mostra sinais de firmeza para janeiro com o vencimento março da B3 podendo bater R$ 76,00 ou R$ 77,00 no curto prazo e podendo chegar aos R$ 80,00 no primeiro mês de 2026”, avalia Brandalizze.
Mercado Externo
Já na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho futuro operam bastante próximos da estabilidade, com poucas alterações registradas por volta das 13,08 (horário de Brasília).
O vencimento dezembro/25 era cotado a US$ 4,35 com queda de 0,25 ponto, o março/26 valia US$ 4,47 com perda de 0,25 ponto, o maio/26 era negociado por US$ 4,55 com estabilidade e o julho/26 tinha valor de US$ 4,61 com estabilidade.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, sentem o peso da uma grande safra nos Estados Unidos, apesar de receberem suporte dos bons desempenhos nas vendas e exportação do país.
“Os contratos futuros de milho ganharam sustentação no final da semana passada, impulsionados por notícias de novos negócios de exportação, o que alimentou ainda mais o otimismo associado a um ritmo recorde de demanda no início do ano comercial de 2025/26. No entanto, o potencial de alta de preços a longo prazo pode ser limitado pela expectativa de uma safra recorde nos EUA e pela perspectiva de alta oferta em 2026”, explica a publicação.
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