StoneX: produção de milho verão ganha força, enquanto safrinha segue sob atenção
No mercado de milho, o relatório de abril trouxe ajuste positivo para a primeira safra 2025/26, cuja produção foi revisada para 27,2 milhões de toneladas, alta de 1,5% frente à estimativa anterior. O crescimento reflete, principalmente, a melhora das expectativas de produtividade em estados do Norte e Nordeste, elevando também o rendimento médio nacional.
Se confirmado, o volume produzido na safra de verão será 6,6% superior ao observado no ciclo anterior, reforçando o papel estratégico da primeira safra no abastecimento interno. No Brasil, o consumo doméstico de milho supera as exportações, tornando a produção colhida no início do ano essencial para atender à demanda até a entrada da safrinha no segundo semestre.
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Por outro lado, a segunda safra de milho teve sua estimativa de produção levemente reduzida em 0,6%, passando para 106 milhões de toneladas. O ajuste decorre, principalmente, da revisão de área plantada em alguns estados, com reduções em São Paulo e Mato Grosso, em função dos atrasos no plantio.
Além das questões de área, o clima permanece como um fator de atenção. Algumas previsões meteorológicas indicam volumes de chuva abaixo da média em abril, o que levou também a uma pequena redução da produtividade esperada no Paraná. A StoneX destaca, no entanto, que as projeções climáticas ainda podem sofrer alterações, e que as próximas semanas serão determinantes para a definição do potencial produtivo da safrinha.
Considerando as três safras de milho, incluindo a terceira safra, estimada em 2,5 milhões de toneladas, a produção total no ciclo 2025/26 foi ajustada de 136 milhões para 135,7 milhões de toneladas.
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Balanço de oferta e demanda
No milho, além do pequeno ajuste de produção, a StoneX reduziu a previsão de exportação para 42 milhões de toneladas, devido à demanda interna aquecida. Os estoques finais devem seguir altos para garantir o abastecimento até a safrinha.
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