Milho fecha semana com perdas semanais acumuladas de mais de 3% na B3; pressão maior veio do dólar
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Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam o dia no vermelho nesta sexta-feira (10), mas concluiram a semana com perdas acumuladas de mais de 2% entre as posições mais negociadas. O vencimento maio recuou 2,43% e fechou com US$ 4,41; o julho perdeu 2,59% para US$ 4,51 e o setembro 2,36% com US$ 4,56 por bushel.
O mercado teve uma semana bastante pesada, sentiu o peso dos fundamentos e também o recuo do trigo nos últimos dias. Além disso, reflete ainda o cenário externo e a volatilidade imposta pelas notícias que chegam do Oriente Médio, em especial sobre o frágil acordo firmado entre Irã e Estados Unidos.
Paralelamente, os traders também acompanham bem de perto o avanço da nova safra dos Estados Unidos. Embora haja a expectativa de que a safra 2026/27 será de área menor de milho e maior de soja, as especulações são agora sobre a real dimensão desta diminuição.
"O mercado tem especulado sobre um aumento (do que já foi reportado) da área de milho nos EUA. O clima mais quente em abril e maio é sempre um indicador importante para a área de milho", afirma o time de análises da Agrinvest Commodities. Com o plantio acontecendo em um ritmo mais acelerado em função das boas temperaturas do solo, a área poderia se confirmar maior do que a projeção.
SEMANA DIFÍCIL NA B3
Se em Chicago as perdas semanais acumuladas foram agressivas, na B3 elas surpreendem ainda mais. O contrato maio saiu de R$ 71,32 para R$ 68,27 por saca, com baixa de 4,28% na semana; o julho foi a R$ 68,60, perdendo 3,79% e o setembro caiu, em relação à última quinta-feira (2), 3,68% para fechar com R$ 69,40.
Além dos fatores fundamentais, a despencada do dólar pesou severamente sobre os futuros do cereal no mercado nacional. Somente nesta sexta-feira, a moeda americana foi intensificando suas baixas e perdeu mais de 1%, concluindo a sessão com R$ 5,01, seu nível mais baixo em dois anos.
Como está, "o câmbio encarece a originação e reduz a competitividade nas exportações. No Mato Grosso, as ofertas seguem entre R$ 50 e R$ 52, enquanto os bids ficam entre R$ 41,00 e R$ 44,00, com negócios travados. A paridade indica níveis próximos a R$ 37 no leste do estado, com margens negativas para exportadores entre 70 e 100 centavos por bushel".
Também esteve no radar do mercado nos últimos dias a melhora das condições climáticas para algumas regiões de safrinha. O cenário não é ainda favorável de forma generalizada, porém, algumas boas chuvas foram registradas para áreas importantes e foram mais um fator de pressão sobre os preços, principalmente na B3.
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