Clima para a safrinha preocupa e futuros do milho na B3 saltam até 2,5% nesta quarta-feira
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A quarta-feira (22) termina com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações levemente positivas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo a análise da Agrinvest, os futuros do milho foram levemente mais altos com suporte da demanda externa pelo milho dos Estados Unidos e pelo risco climático para o plantio norte-americano.
Exportadores privados anunciaram ao USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) a venda de 5,1 milhões de bushels de milho para entrega a destinos ainda não definidos durante o ano comercial de 2025/26, que teve início em 1º de setembro.
O vencimento maio/26 foi cotado a US$ 4,54 com alta de 0,50 ponto, o julho/26 valeu US$ 4,62 com ganho de 0,75 ponto, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,67 com valorização de 1,25 ponto e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,82 com elevação de 0,50 ponto.
Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última terça-feira (21), de 0,11% para o maio/26, de 0,16% para o julho/26, de 0,27% para o setembro/26 e de 0,10% para o dezembro/26.
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3) os preços futuros do milho também registraram avanços no pregão desta quarta-feira. Os analistas da Agrinvest destacaram que esse foi mais um dia de fortes altas para o grão brasileiro na B3.
“Além da continuidade do movimento de alta do petróleo, perante as incertezas no conflito do Irã e EUA, o mercado também acompanha as condições climáticas para a safrinha 2026. Os próximos dias serão de tempo quente e seco na faixa Central do país, colocando em risco a produtividade das lavouras”, avalia a consultoria.
Os analistas também destacam que há um movimento de descolamento entre cotações futuras e preços físicos. “A B3 subiu apesar do mercado físico seguir travado, com demanda cautelosa, dólar abaixo de R$ 5,00 e dúvidas sobre o ritmo das exportações”.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira
O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 68,95 com alta de 2,07%, o julho/26 valeu R$ 69,63 com valorização de 2,58%, o setembro/26 foi negociado por R$ 71,39 com ganho de 2,18% e o janeiro/27 teve valor de R$ 74,70 com elevação de 1,15%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve recuos neste meio de semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações em Palma Sola/SC, Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Sorriso/MT e Campinas/SP, enquanto apenas Castro/PR registrou valorização.
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