Com petróleo derretendo nesta segunda-feira, futuros do milho se desvalorizam quase 3% em Chicago
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A segunda-feira (27) termina com os preços internacionais do milho futuro contabilizando fortes movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
“O arrefecimento do conflito entre Estados Unidos e Irã, em que não foram registrados novos ataques nesse fim de semana e o arrefecimento também no Mar Negro entre Rússia e Ucrânia, vão puxando quedas no mercado de commodities energéticas e ajudando também nas quedas do mercado agrícola”, aponta Cristiano Palavro, diretor da Pátria Agronegócios.
Os analistas da Agrinvest também destacam a diminuição das tensões geopolíticas como catalizador das perdas registradas pelas commodities de Chicago nesta segunda-feira. “Já é a terceira noite sem bombardeios no Oriente Médio entre EUA e Irã. A expectativa por um novo cessar-fogo e uma possível resolução do conflito volta a trazer alívio ao mercado.”
“Os futuros do petróleo sofreram uma forte derrocada, com o Brent chegando a trabalhar abaixo dos US$ 90/barril, contra US$ 100 na semana passada. O impacto nos óleos vegetais é direto, trazendo forte pressão de baixa e puxando o setor de biocombustíveis como um todo”, conclui a Agrinvest.
O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 4,51 com perda de 12,50 pontos, o dezembro/27 valeu US$ 4,74 com desvalorização de 13,50 pontos, o março/27 foi negociado por US$ 4,89 com baixa de 13,50 pontos e o maio/27 teve valor de US$ 4,98 com queda de 13 pontos.
Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última sexta-feira (24), de 2,69% para o setembro/26, de 2,77% para o dezembro/26, de 2,68% para o março/27 e de 2,54% para o maio/27.
Mercado Interno
A segunda-feira também foi negativa para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3), que registraram desvalorizações ao longo de todo o pregão.
A Pátria Agronegócios explica que “a B3 já tinha descolado bastante dos preços físicos e hoje recua novamente. Enquanto o indicador segue abaixo dos R$ 66,00, o setembro/26 já se aproximava dos R$ 70,00, mas recua em realização de lucros. Já o mercado físico segue subindo gradualmente, as regiões brasileiras operam entre estabilidade e leves altas”.
Na visão da Safras & Mercado, o mercado brasileiro de milho iniciou a semana com ritmo de negociações mais travado. “Os agentes aguardam a finalização plena da colheita para iniciar negociações mais consistentes na comercialização.”
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho oscilou entre perdas e ganhos neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações em Ubiratã/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Tangará da Serra/MT e Eldorado/MS, mas também encontrou desvalorizações em Sorriso/MT, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Campinas/SP e Porto de Santos/SP.
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