Após cair em 5 dos últimos 6 pregões, futuros do milho voltam a fechar com ganhos em Chicago nesta quinta-feira
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A quinta-feira (6) termina com os preços interncaionais do milho futuro contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo análise da Agrinvest, o relatório de vendas semanais divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta quinta-feira, trouxe números em linha com a expectativa do mercado para a safra nova e ajudou a dar sustentação às cotações.
A continuidade das tensões geopolíticas também entrou nessa conta, provocando altas para o petróleo, que refletiram nos futuros do cereal, que voltaram a subir após registrar baixa em cinco dos últimos seis pregões da CBOT.
Por outro lado, a melhora das previsões climáticas nos Estados Unidos segue no radar do mercado e deve manter pressão nas cotações durante os próximos dias.
O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 4,39 com valorização de 2,2 pontos, o dezembro/26 valeu US$ 4,62 com alta de 2 pontos, o março/27 foi negociado por US$ 4,77 com elevação de 1,75 ponto e o maio/27 teve valor de US$ 4,86 com ganho de 1,50 ponto.
Esses índices representaram avanços, com relação ao fechamento da última quarta-feira (5), de 0,52% para o setembro/26, de 0,43% para o dezembro/26, de 0,37% para o março/27 e de 0,31% para o maio/27.
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3), a quinta-feira também termina com os preços futuros do milho registrando movimentações positivas na maior parte das posições.
Os analistas da Agrinvest destacam, principalmente, que houve viés positivo para os contratos posicionados entre outubro/26 e novembro/26 durante o pregão de hoje da B3.
“O farmer selling segue levemente abaixo da semana passada, mas os negócios estão ativos, principalmente, para embarques de setembro em Goiás e Mato Grosso. Já as vendas para a temporada 2026/27 seguem bem paradas, com produtores aguardando melhores oportunidades”, diz a consultoria.
De olho nas exportações, a Agrinvest aponta que, nos quatro primeiros dias de agosto, o Brasil já embarcou 72 mil toneladas para o Vietña, 79 mil para a Arábia Saudita, 75 mil para a China e volumes adicionais para outros destinos, somando no total 481 mil toneladas. “O milho brasileiro está competitivo”, afirmam os analistas.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira
O vencimento setembro/26 foi cotado a R$ 68,42 com alta de 0,18%, o janeiro/27 valeu R$ 76,85 com valorização de 0,79%, o março/27 foi negociado por R$ 78,00 com elevação de 0,27% e o maio/27 teve valor de R$ 77,00 com estabilidade.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho registrou perdas neste penúltimo dia da semana. A única valorização encontrada pelo levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas foi em Rio Verde/GO, enquanto as desvalorizações apareceram nas praças de Castro/PR, Palma Sola/SC, Sorriso/PR, Itapetininga/SP e Campinas/SP.
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