Milho fecha a segunda-feira com leves ganhos em Chicago e acumula altas mensais de quase 17%

B3 teve dia mais lateral, mas subiu até 4,6% no mês
Publicado em 31/08/2026 17:09
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A segunda-feira (31) chega ao fim com os preços internacionais do milho futuro registrando leves ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT) e acumulando valorizações de quase 17% ao longo do mês de agosto. 

Segundo análise da Agrinvest, os futuros do milho subiram na CBOT sustentados pelas incertezas em relação à produtividade das lavouras nos Estados Unidos e pela expectativa em torno da atualização das condições das lavouras pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). 

Por outro lado, a queda dos preços do trigo trouxe pressão também para o milho. O cereal recuou devolvendo parte dos ganhos acumulados na última semana, quando as tensões no Mat Negro impulsionaram as cotações. 

O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 5,15 com valorização de 3 pontos, o dezembro/26 valeu US$ 5,37 com alta de 1,25 ponto, o março/27 foi negociado por US$ 5,52 com elevação de 1 ponto e o maio/27 teve valor de US$ 5,58 com ganho de 1,50 ponto. 

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última segunda-feira (28), de 0,59% para o setembro/26, de 0,23% para o dezembro/26, de 0,18% para o março/27 e de 0,27% para o maio/27. 

No acumulado mensal, os contratos do cereal norte-americano registraram valorizações de 16,85% para o setembro/25, de 15,89% para o dezembro/26, de 15,11% para o março/27 e de 14,27% para o maio/27, com relação ao fechamento do dia 31 de julho. 

Variação Mensal milho cbot

Mercado Interno 

Os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) fecharam a segunda-feira com poucas flutuações sendo registradas. 

Os analistas da Agrinvest destacaram as movimentações de campo misto para o milho na B3, com os contratos mais curtos em queda, enquanto as posições mais longas seguem no campo positivo.  

“O movimento reflete um mercado que continua encontrando suporte nos vencimentos mais distantes, mesmo com alguma realização nas posições curtas”, avalia a consultoria. 

Enquanto isso no mercado físico, “a disponibilidade de ofertas permanece reduzida, com poucos produtores dispostos a comercializar nos níveis atuais. Apesar da pressão em alguns contratos, não há uma queda efetiva nos preços físicos, mas sim um mercado com menor volume de ofertas e negociações mais pontuais”, dizem os analistas, 

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira 

O vencimento setembro/26 foi cotado a R$ 71,05 com queda de 0,63%, o janeiro/27 valeu R$ 80,90 com perda de 0,12%, o março/27 foi negociado por R$ 83,00 com alta de 0,06% e o maio/27 teve valor de R$ 81,22 com elevação de 0,26%. 

No acumulado mensal, os contratos do cereal brasileiro registraram valorizações de 2,67% para o setembro/26, de 4,67% para o dezembro/26, de 5,06% para o março/27 e de 4,38% para o maio/27, com relação ao fechamento do dia 31 de julho. 

Variação Mensal milho b3

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve alguns ganhos neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações em Rio do Sul/SC, Jataí/GO e Rio Verde/GO, enquanto as desvalorizações apareceram em Tangará da Serra/MT e Campo Novo do Parecis/MT. 

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