USDA pesa no mercado o milho encerra a sexta-feira com leves baixas em Chicago
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A sexta-feira (11) termina com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT). Após a divulgação do novo relatório de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as principais cotações finalizaram a semana mais curta, pelo feriado de Labor Day na segunda-feira (7), acumulando leves recuos.
A análise da Agrinvest destacou as movimentações negativas do milho neste pregão, mas que foram mais contidas do que as registradas por trigo e soja.
Isso porque o USDA efetivamente cortou a produtividade de 189 para 186,7 sacas por hectare, deixando a produção final dos EUA em 401,3 milhões de toneladas. Porém, o mercado esperava, em média, produtividade de 186,3 sc/ha e produção de 400,5 milhões.
“O relatório de hoje, em linhas gerais, foi positivo para os grãos. No entanto, boa parte das notícias divulgadas pelo USDA já estava precificada no mercado há algumas semanas. Portanto, o relatório de hoje não foi extremamente otimista a ponto de justificar uma alta contínua nos preços. Consequentemente, a soja caiu forte, o trigo caiu forte e o milho também recuou. Isso significa, porém, que nos próximos meses o mundo estará acompanhando de perto as condições climáticas na América do Sul. O mundo agora precisará que a América do Sul tenha uma produção abundante”, aponta Naomi Blohm, consultora sênior de mercado da Total Farm Marketing.
O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 5,10 com queda de 3,75 pontos, o dezembro/26 valeu US$ 5,30 com perda de 3,50 pontos, o março/27 foi negociado por US$ 5,45 com baixa de 3,75 pontos e o maio/27 teve valor de US$ 5,53 com desvalorização de 4 pontos.
Esses índices representaram perdas, em relação ao fechamento da última quinta-feira (10), de 0,73% para o setembro/26, de 0,66% para o dezembro/26, de 0,68% para o março/27 e de 0,72% para o maio/27.
No fechamento semanal, os contratos do cereal norte-americano acumularam baixas de 0,56% para o dezembro/26, de 0,54% para o março/27 e de 0,49% para o maio/27, além de alta de 0,39% para o setembro/26.
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Mercado Interno
De acordo com os analistas da Agrinvest, a divulgação dos dados do USDA nesta sexta-feira provocou forte reação negativa em Chicago, o que pressionou os futuros do milho e também se refletiu na B3, que teve praticamente toda a curva no campo negativo.
"A exceção foram os contratos mais longos de 2027", alerta a consultoria.
No mercado físico, os negócios seguem pontuais em diferentes praças, com reports de vendas no spot em Campo Novo do Parecis/MT a R$ 50,00 a saca.
A análise da Safras & Mercado também acrescenta que o mercado brasileiro de milho apresentou preços firmes ao longo da semana.
"O comportamento dos produtores foi o principal fator de sustentação das cotações, com os vendedores mantendo postura retraída na comercialização e especulando com possíveis avanços de preços no curto prazo. Do lado da demanda, os consumidores também atuaram de forma comedida, o que contribuiu para um ritmo mais lento de negócios em diversas regiões do país".
Em vários estados, a percepção predominante é de abastecimento confortável, reduzindo a necessidade de compras mais agressivas por parte da indústria. "Em São Paulo, o cenário começou a mudar ao longo da semana. Até a última terça-feira havia uma atuação mais ativa dos consumidores na busca por lotes, mas do meio de semana em diante foi observada uma postura mais cautelosa, com compradores aguardando novas referências para o mercado", relata a Safras.
Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira
O vencimento setembro/26 foi cotado a R$ 69,92 com desvalorização de 1,31%, o janeiro/27 valeu R$ 80,11 com perda de 0,24%, o março/27 foi negociado por R$ 82,51 com alta de 0,13% e o maio/27 teve valor de R$ 81,20 com elevação de 0,17%.
No fechamento semanal, os contratos do cereal brasileiro acumularam baixas de 2,62% para o setembro/26, de 1,22% para o janeiro/27, de 0,78% para o março/27 e de 0,25% para o maio/27.
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No mercado físico brasileiro, o preço do milho também caiu neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações em Jataí/GO, Rio Verde/GO, Itapetininga/SP, Campinas/SP e Porto de Santos/SP, enquanto apenas Sorriso/MT apresentou valorização.
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