Milho avança levemente em Chicago nesta terça-feira, enquanto B3 recua e físico encontra suporte na demanda interna

Mercado segue assimilando cortes do USDA nos EUA, enquanto granjas e usinas de etanol sustentam a procura no Brasil e produtores mantêm postura retraída nas vendas
Publicado em 15/09/2026 16:46

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A terça-feira (15) termina com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações levemente positivas na Bolsa de Chicago (CBOT). 

Segundo a análise do Grainsights, da Grão Direto, o mercado segue assimilando os cortes promovidos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nas estimativas de produtividade e produção do milho norte-americano. Ao mesmo tempo, o departamento manteve inalterada a projeção de exportações dos Estados Unidos, preservando a expectativa de demanda firme pelo milho norte-americano. 

O vencimento dezembro/26 foi cotado a US$ 5,35 com valorização de 2,50 pontos, o março/27 valeu US$ 5,50 com alta de 2,25 pontos, o maio/27 foi negociado por US$ 5,56 com ganho de 1,50 ponto e o julho/27 teve valor de US$ 5,59 com elevação de 1 ponto. 

Esses índices representaram altas, em relação ao fechamento da última segunda-feira (14), de 0,47% para o dezembro/26, de 0,41% para o março/27, de 0,27% para o maio/27 e de 0,18% para o julho/27. 

Mercado Interno 

Já os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) registraram movimentações negativas ao longo do pregão desta terça-feira. 

De acordo com a avaliação da Grão Direto, no mercado brasileiro, o milho segue encontrando apoio na demanda doméstica mesmo diante de uma maior disponibilidade do cereal após o avanço da colheita da segunda safra. A procura de granjas e usinas de etanol permanece firme nas principais regiões consumidoras e ajuda a absorver parte da oferta disponível. 

Do lado vendedor, a consultoria aponta uma postura mais retraída em diferentes praças. Com a colheita da segunda safra já acima de 90% no Centro-Sul, produtores evitam ampliar as vendas no mercado spot e mantêm parte do cereal armazenado na expectativa de preços mais atrativos. Essa menor disposição para negociar grandes volumes também contribui para limitar a pressão sobre as cotações físicas. 

O Grainsights destaca ainda uma diferença entre o comportamento dos mercados futuros e do físico brasileiro. Na semana passada, enquanto o milho spot em Chicago recuou 0,39%, o contrato equivalente na B3 acumulou queda de 2,51%. Mesmo com essa pressão nos futuros, a avaliação é de que a demanda interna de granjas e usinas de etanol pode dar maior sustentação aos preços físicos, permitindo algum descolamento em relação à bolsa brasileira. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira 

O vencimento setembro/26 foi cotado a R$ 69,56 com queda de 0,34%, o janeiro/27 valeu R$ 80,00 com perda de 0,39%, o março/27 foi negociado por R$ 81,79 com baixa de 0,94% e o maio/27 teve valor de R$ 80,40 com desvalorização de 0,96%. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve poucas alterações neste segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações apenas em Sorriso/MT, Itapetininga/SP e Porto de Paranaguá/PR, enquanto valorização foi registrada somente em Machado/MG. 

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