Milho recua em Chicago e na B3 nesta 3ª feira após forte alta da véspera

Avanço da colheita nos EUA e realização de lucros pressionam os futuros, enquanto mercado brasileiro registra baixas moderadas
Publicado em 22/09/2026 13:50

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Os preços do milho trabalham em campo negativo nesta terça-feira (22), tanto na Bolsa de Chicago quanto na B3, devolvendo parte dos ganhos fortes registrados na sessão anterior. Por volta das 13h35 (horário de Brasília), o dezembro/26 perdia 3,75 pontos em Chicago, cotado a US$ 5,39 por bushel, enquanto o março/27 recuava 3,50 pontos, para US$ 5,53. Maio e julho também operavam no vermelho, com perdas de 3 e 2,75 pontos, respectivamente.

O movimento reflete, principalmente, uma realização de lucros depois da forte valorização registrada na segunda-feira, enquanto o mercado volta a incorporar a pressão sazonal da entrada da nova safra norte-americana.

Segundo o relatório de acompanhamento de safras divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de ontem, 13% da área de milho dos Estados Unidos já havia sido colhida, contra 8% na semana anterior e 11% na média dos últimos cinco anos. As condições das lavouras ficaram em 57% boas ou excelentes.

Ainda assim, o avanço da colheita encontra contraponto em uma demanda que continua importante. Os embarques semanais norte-americanos seguem oferecendo sustentação ao cereal e ajudaram, inclusive, a alimentar a forte recuperação registrada na sessão anterior.

O ambiente externo também é menos favorável às commodities nesta terça-feira. Além das baixas do trigo e da soja durante parte do pregão, o petróleo Brent recua mais de 2%, retirando parte do suporte que o mercado de energia vinha oferecendo aos grãos.

B3 TAMBÉM RECUA, MAS MANTÉM OS R$ 80

No mercado brasileiro, os futuros do milho também operavam em baixa, porém com movimentos mais contidos. Na B3, janeiro/27 recuava 0,45%, negociado a R$ 80,40 por saca, enquanto março/27 cedia apenas 0,05%, a R$ 82,13.

Maio/27 era cotado a R$ 80,30, com baixa de 0,12%, e julho/27 perdia 0,15%, para R$ 78,60 por saca.

Apesar da correção desta terça-feira, portanto, os principais contratos do primeiro semestre de 2027 permanecem acima dos R$ 80 por saca, depois da recuperação recente dos futuros.

No mercado físico brasileiro, a comercialização continua ocorrendo de forma pontual, com produtores ainda cautelosos nas vendas e atentos à formação dos preços para os próximos meses. 

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