Milho segue travado no Brasil e fecha misto na B3; Chicago amplia movimento de correção
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O mercado brasileiro de milho encerrou esta quinta-feira (24) mantendo o ritmo lento das últimas sessões, com poucas negociações e compradores e vendedores ainda distantes nas pedidas. Na B3, os futuros terminaram a tarde sem uma direção única, mas a maior parte dos vencimentos mais negociados já abaixo dos R$ 80,00 por saca. Apenas o contrato março/27 consegue se manter acima deste patamar.
De um lado, produtores seguem cautelosos nas vendas e evitam ampliar a oferta diante da expectativa de preços melhores. Do outro, consumidores permanecem relativamente confortáveis com seus estoques e sem necessidade de avançar de forma mais agressiva nas compras. O resultado continua sendo um mercado de baixa liquidez e negócios pontuais em diversas regiões.
CHICAGO AMPLIA BAIXAS
Na Bolsa de Chicago, os futuros do milho encerraram o pregão no campo negativo. O dezembro/26 perdeu 2,50 pontos, para US$ 5,2650 por bushel; março/27 caiu 3 pontos, para US$ 5,4050; maio/27 recuou 3,25 pontos, para US$ 5,4750; e julho/27 perdeu 3 pontos, cotado a US$ 5,5050 por bushel.
As cotações deram continuidade à correção observada depois de o contrato dezembro alcançar, na segunda-feira, seu maior fechamento em três semanas. Até quarta-feira, o vencimento já acumulava cinco sessões consecutivas de perdas.
Entre os fatores que pressionaram os negócios nesta quinta-feira esteve a valorização do dólar, que alcançou máximas de dois meses e aumentou as preocupações dos operadores com a competitividade e o ritmo das exportações norte-americanas.
Os números divulgados nesta quinta pelo USDA mostraram vendas de 838 mil toneladas de milho da safra 2026/27 na semana encerrada em 17 de setembro. O resultado ficou dentro das expectativas do mercado, que variavam entre 800 mil e 1,4 milhão de toneladas, mas as vendas acumuladas da temporada permanecem abaixo do ritmo registrado há um ano.
A demanda doméstica também entrou na conta. A produção de etanol dos Estados Unidos caiu 6,5% na última semana, para 1,028 milhão de barris por dia, menor nível desde o início de maio. Nas últimas quatro semanas, entretanto, a produção média ainda ficou 1,8% acima do mesmo período de 2025.
Do lado da oferta, o avanço da colheita norte-americana continua sendo acompanhado pelos traders. Chuvas previstas para áreas do oeste do Corn Belt podem desacelerar os trabalhos nos próximos dias, especialmente em partes de Nebraska, Iowa e Kansas, enquanto condições mais secas no leste do cinturão devem permitir maior progresso das máquinas.
O mercado também acompanhou nesta quinta-feira o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Washington. Para o milho, porém, a atenção esteve menos concentrada nas compras chinesas do que no caso da soja. Antes da reunião, operadores buscavam sinais sobre uma eventual ampliação das aquisições chinesas de produtos agrícolas norte-americanos para além da oleaginosa.
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