Milho perde força em Chicago e fecha novamente abaixo dos US$ 5/bushel nesta segunda-feira

Mercado chegou a acompanhar alta do trigo pela manhã, mas estoques elevados e avanço da colheita nos EUA limitaram recuperação
Publicado em 05/10/2026 15:40

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Os preços internacionais do milho encerraram a segunda-feira (5) entre estabilidade e leve queda na Bolsa de Chicago, devolvendo os ganhos registrados durante a manhã e mantendo o vencimento dezembro/26 abaixo do patamar dos US$ 5,00 por bushel.

O contrato dezembro/26 terminou negociado a US$ 4,97 por bushel, com baixa de 0,50 ponto. Março/27 fechou estável a US$ 5,11, maio/27 a US$ 5,18 e julho/27 a US$ 5,22 por bushel.

No início do pregão, o milho chegou a operar em alta acompanhando a forte valorização do trigo, que refletia as preocupações com os corredores de exportação do Leste Europeu em meio às tensões entre Rússia e Ucrânia. O contrato dezembro chegou novamente aos US$ 5,00 por bushel, mas não conseguiu sustentar esse patamar até o encerramento.

Os fundamentos próprios do milho continuaram limitando uma recuperação mais consistente. O mercado ainda digere os estoques trimestrais norte-americanos acima das expectativas divulgados pelo USDA na semana passada, ao mesmo tempo em que o avanço da colheita aumenta a disponibilidade física de grãos nos Estados Unidos.

A Grainsights, da Grão Direto, avalia que, após a forte reação negativa ao relatório de estoques, Chicago busca um novo patamar de equilíbrio, mas o avanço da colheita tende a limitar movimentos mais fortes de recuperação no curto prazo.

Mercado Interno

No Brasil, o cenário foi ainda mais pressionado ao longo da sessão. A forte valorização do real reduziu a paridade de exportação e a capacidade de pagamento dos exportadores, em um momento no qual as perspectivas para os embarques no final do ano já são menos favoráveis, segundo análise da Agrinvest.

A comercialização da safrinha 2026 também segue como ponto de atenção. Dados da Safras & Mercado mostram que 56% da produção prevista para o Centro-Sul já foi negociada, ritmo próximo ao do ano passado, mas ainda abaixo da média de cinco anos, de 62,9%.

Assim, o milho encerrou o dia com Chicago novamente pressionada pelos fundamentos de oferta dos Estados Unidos, enquanto, no Brasil, o câmbio adicionou uma camada extra de pressão sobre os preços.

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