Milho amplia alta em Chicago, mas B3 segue no vermelho com dólar abaixo de R$ 5 nesta terça-feira

Colheita atrasada dá suporte na COT, enquanto câmbio mantém pressão no Brasil
Publicado em 06/10/2026 13:35

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Os preços internacionais do milho ampliaram os ganhos ao longo desta terça-feira (6) na Bolsa de Chicago, enquanto os contratos negociados na B3 seguiram em queda diante da continuidade da valorização do real frente ao dólar.

Por volta das 13h23 (horário de Brasília), o vencimento dezembro/26 avançava 9,00 pontos em Chicago, negociado a US$ 5,06 por bushel. Março/27 subia 8,75 pontos, a US$ 5,20, maio/27 também ganhava 8,75 pontos, cotado a US$ 5,27, e julho/27 avançava 8,25 pontos, para US$ 5,31 por bushel.

O mercado norte-americano amplia a recuperação observada desde a abertura, recompondo parte das perdas recentes após a forte pressão provocada pelos estoques trimestrais acima das expectativas divulgados pelo USDA na semana passada. As atenções também seguem voltadas para o novo WASDE, previsto para sexta-feira (9).

"A colheita de milho nos EUA está atrasada em relação ao ritmo histórico típico, depois que as fortes chuvas em grande parte do Centro-Oeste impediram os agricultores de trabalhar nos campos. Mas o tempo mais seco desta semana deve permitir que muitos retomem as atividades no campo", explica Bruce Blythe, analista do site internacional Farm Futures.

Na Bolsa Brasileira, porém, o movimento permanecia negativo. Novembro/26 recuava 0,98%, cotado a R$ 69,86 por saca, janeiro/27 caía 1,09%, a R$ 74,25, março/27 perdia 0,55%, negociado a R$ 77,57, e maio/27 tinha baixa de 0,57%, a R$ 76,47 por saca.

O dólar voltou a cair frente ao real nesta terça-feira, chegando a operar próximo de R$ 4,95, depois do tombo de mais de 4% registrado na sessão anterior. Com a moeda brasileira mais valorizada, a paridade de exportação perde força e reduz o suporte para os preços domésticos do milho.

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