Milho recua em Chicago nesta terça-feira com mercado atento ao clima e à colheita dos EUA

Previsão de tempo mais seco pode favorecer trabalhos de campo; investidores seguem assimilando aumento da safra americana projetado pelo USDA
Publicado em 13/10/2026 08:45

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Os preços internacionais do milho iniciam a terça-feira (13) em campo negativo na Bolsa de Chicago (CBOT), com os investidores ainda assimilando os números de oferta e demanda divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na última sexta-feira.

Por volta das 8h20 (horário de Brasília), o vencimento dezembro/26 era negociado a US$ 4,8125 por bushel, com desvalorização de 1,75 ponto. O março/27 também recuava 1,75 ponto, cotado a US$ 4,9550, enquanto o maio/27 perdia 1,75 ponto, valendo US$ 5,0275.

Segundo informações do site internacional Agriculture.com, as cotações também encontram pressão nas previsões de clima predominantemente seco em boa parte do cinturão produtor norte-americano, condição que pode favorecer a aceleração da colheita após as chuvas recentes.

O mercado segue atento aos efeitos do relatório de oferta e demanda do USDA, que elevou a estimativa de produtividade do milho americano de 178,5 para 181,2 bushels por acre, contrariando as expectativas de redução dos analistas.

Com isso, a projeção de produção dos Estados Unidos passou de 401,33 milhões para 407,28 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais estimados foram ampliados de 39,79 milhões para 46,97 milhões de toneladas.

Os investidores também aguardam a divulgação do novo relatório semanal de acompanhamento das lavouras norte-americanas, adiado de segunda-feira devido ao feriado nos Estados Unidos e previsto para esta terça-feira.

No levantamento anterior, referente à semana encerrada em 4 de outubro, a colheita do milho havia atingido 23% da área, abaixo da média histórica de 27%, enquanto 54% das lavouras eram classificadas em boas ou excelentes condições.

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