Milho amplia perdas em Chicago e recua na B3 nesta sexta-feira, apesar de melhora nas vendas americanas

USDA aponta crescimento de 46% nas vendas semanais dos EUA, mas resultado não impede pressão sobre os futuros; contratos brasileiros também caem
Publicado em 16/10/2026 12:00

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Os preços futuros do milho ampliaram as perdas na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo desta sexta-feira (16), mesmo após a divulgação de novos dados indicando recuperação nas vendas semanais de exportação dos Estados Unidos. No Brasil, os contratos negociados na Bolsa Brasileira (B3) também apresentam desvalorizações.

Por volta das 11h47 (horário de Brasília), o vencimento dezembro/26 era negociado a US$ 4,7325 por bushel, com queda de 4,75 pontos. O março/27 recuava 5,00 pontos, cotado a US$ 4,8600, enquanto o maio/27 perdia 4,75 pontos, valendo US$ 4,9325.

As perdas se intensificaram em relação à abertura, quando o dezembro/26 apresentava desvalorização de 1,75 ponto. O mercado continua pressionado pela perspectiva de maior disponibilidade de milho nos Estados Unidos, após o Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) elevar as estimativas de produtividade, produção e estoques no relatório de oferta e demanda divulgado na última sexta-feira.

Nesta sexta-feira, os investidores receberam novos números sobre a demanda externa pelo cereal americano. Segundo análise da Agrinvest, as vendas líquidas de milho dos Estados Unidos somaram 1,122 milhão de toneladas, crescimento de 46% em relação à semana anterior e resultado 42% superior à média das últimas quatro semanas.

O México liderou as aquisições, com 545 mil toneladas, seguido por Japão e Coreia do Sul. Apesar da recuperação, o volume comercializado ficou dentro das expectativas dos analistas.

Os dados de exportação ganham importância diante da perspectiva de maior oferta americana. No relatório de outubro, o USDA elevou a projeção de produção dos Estados Unidos para 407,28 milhões de toneladas e os estoques finais para 46,97 milhões de toneladas.

Em análise mensal, o Itaú BBA destacou que o desempenho das exportações será determinante para a trajetória dos preços nos próximos meses, uma vez que uma demanda abaixo das projeções poderá ampliar ainda mais os estoques norte-americanos.

O mercado também acompanha o andamento da colheita dos Estados Unidos, que alcançou 33% da área no último levantamento semanal do USDA, abaixo da média histórica de 39%.

B3 também registra perdas

Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho apresentam desvalorizações nesta sexta-feira, acompanhando a direção negativa dos contratos internacionais.

Por volta das 11h56 (horário de Brasília), o vencimento novembro/26 era negociado a R$ 66,55 por saca, com queda de 0,83%. O janeiro/27 também recuava 0,83%, cotado a R$ 70,67, enquanto o março/27 perdia 0,61%, valendo R$ 75,04.

Já o contrato maio/27 apresentava desvalorização de 0,52%, negociado a R$ 74,02 por saca.

O movimento ocorre após uma quinta-feira de oscilações moderadas na B3, quando cinco dos sete vencimentos acompanhados encerraram o pregão em alta, enquanto Chicago registrou perdas em todos os principais contratos.

O mercado brasileiro também segue atento à competitividade das exportações e ao comportamento da demanda doméstica, em um cenário de negociações cautelosas e diferenças regionais de liquidez apontadas por consultorias do setor.

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