Milho amplia perdas em Chicago após queda nas inspeções de exportação dos EUA
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Os preços internacionais do milho ampliaram as perdas ao longo desta segunda-feira (19) na Bolsa de Chicago (CBOT), em uma sessão marcada pela divulgação de novos dados de exportação dos Estados Unidos. No Brasil, os contratos futuros negociados na Bolsa Brasileira (B3) também operam predominantemente em queda.
Por volta das 12h06 (horário de Brasília), o vencimento dezembro/26 era negociado a US$ 4,6700 por bushel, com desvalorização de 7,25 pontos. O março/27 recuava 5,75 pontos, cotado a US$ 4,8075, enquanto o maio/27 perdia 5,25 pontos, valendo US$ 4,8825.
As perdas aumentaram em relação à abertura, quando o dezembro/26 recuava 1,50 ponto. O mercado segue atento à ampla oferta americana projetada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), além dos novos indicadores de demanda externa.
Inspeções de milho recuam quase 49%
O relatório de inspeções semanais de exportação divulgado nesta segunda-feira pelo USDA apontou que os Estados Unidos inspecionaram 672.475 toneladas de milho na semana encerrada em 15 de outubro, redução de 48,8% em relação às 1.313.733 toneladas da semana anterior.
O volume também ficou 49,3% abaixo do registrado no período correspondente de 2025. No acumulado da temporada comercial 2026/27, as inspeções totalizam aproximadamente 9,13 milhões de toneladas, resultado 2,3% inferior ao observado um ano antes.
Os números contrastam com a recuperação das vendas líquidas americanas divulgadas na última sexta-feira (16), quando os negócios alcançaram 1,122 milhão de toneladas, crescimento semanal de 46%.
A diferença entre os indicadores mostra a importância de acompanhar tanto a contratação das vendas quanto o ritmo efetivo dos embarques inspecionados.
B3 também opera em queda
Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho apresentavam movimentações predominantemente negativas nesta segunda-feira.
Por volta das 12h14 (horário de Brasília), o contrato novembro/26 era negociado a R$ 66,42 por saca, com queda de 0,23%. O janeiro/27 recuava 0,39%, cotado a R$ 70,67, enquanto o março/27 perdia 0,17%, valendo R$ 75,83. O maio/27 apresentava ligeira valorização de 0,01%, negociado a R$ 74,70 por saca.
Além das perdas observadas em Chicago, o mercado brasileiro acompanha perspectivas de maior disponibilidade doméstica do cereal.
Em relatório divulgado nesta segunda-feira, a Hedgepoint Global Markets projetou produção recorde de 146,5 milhões de toneladas de milho no Brasil em 2026/27. Para a temporada 2025/26, a consultoria reduziu sua previsão de exportações de 41 milhões para 38 milhões de toneladas, citando a concorrência argentina e a menor demanda do Irã.
A Hedgepoint também prevê crescimento dos estoques finais em 2025/26, para 14,7 milhões de toneladas, diante do escoamento externo mais lento.
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