Milho abre sexta-feira em queda em Chicago e dezembro volta a operar abaixo de US$ 4,60

Futuros seguem pressionados pela colheita americana e pela oferta elevada, apesar da recuperação recente das vendas de exportação dos EUA
Publicado em 23/10/2026 07:39

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Os preços futuros do milho iniciaram a sexta-feira (23) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), prolongando a pressão observada nas últimas sessões. O contrato dezembro/26 voltou a ser negociado abaixo dos US$ 4,60 por bushel, em um mercado que continua acompanhando o avanço da colheita americana, a perspectiva de ampla disponibilidade do cereal e os sinais de recuperação da demanda exportadora.

Por volta das 7h26 (horário de Brasília), o vencimento dezembro/26 era cotado a US$ 4,5875 por bushel, com recuo de 1,75 cent. O março/27 perdia 2 cents, negociado a US$ 4,7225, enquanto o maio/27 registrava queda de 1,50 cent, valendo US$ 4,8100. O julho/27 também recuava 1,50 cent, cotado a US$ 4,8775 por bushel.

O movimento ocorre depois de uma quinta-feira negativa, quando o dezembro/26 encerrou a US$ 4,6050 por bushel, com desvalorização de 0,59%. Segundo análise da Pro Farmer, o vencimento registrou seu menor fechamento em nove semanas, em meio à continuidade das vendas técnicas e à pressão associada à entrada da safra americana.

O avanço da colheita nos Estados Unidos permanece entre os principais fundamentos acompanhados pelos operadores. Segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA), 44% da área cultivada com milho estava colhida até o último domingo (18), contra 33% na semana anterior e média de 52% para esta época do ano. Embora os trabalhos estejam abaixo do ritmo histórico, as condições predominantemente secas previstas para o Meio-Oeste americano favorecem a continuidade da colheita e a chegada de novos volumes ao mercado.

A perspectiva de oferta elevada também continua limitando as tentativas de recuperação. Em seu relatório de outubro, o USDA projetou uma produção americana de 407,28 milhões de toneladas de milho na temporada 2026/27, com estoques finais estimados em 46,97 milhões de toneladas. Esses números mantêm a disponibilidade do cereal entre as principais preocupações dos investidores.

Na demanda, os dados divulgados na quinta-feira trouxeram um contraponto positivo. As vendas líquidas de milho americano somaram 1,53 milhão de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro, avanço de 36% em relação à semana anterior e resultado 87% superior à média das últimas quatro semanas. Entretanto, os embarques efetivamente realizados recuaram 43%, para 780,3 mil toneladas, mostrando uma diferença entre a recuperação das contratações e o ritmo de escoamento.

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No Brasil, o mercado acompanha as condições climáticas e o andamento da safra de verão. A expectativa de aumento das chuvas no Centro-Oeste na próxima semana pode favorecer a reposição da umidade do solo e o desenvolvimento inicial das lavouras de soja. Esse calendário continuará sendo observado por seus possíveis reflexos sobre a janela de plantio do milho de segunda safra em 2027.

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