Milho fecha segunda-feira em queda em Chicago, mas reduz perdas no decorrer do pregão

Contrato dezembro encerra a US$ 4,55 por bushel, com recuo de 0,22%; oferta americana elevada mantém pressão, enquanto mercado acompanha demanda e avanço da colheita
Publicado em 26/10/2026 15:42

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Os preços futuros do milho encerraram a segunda-feira (26) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), dando continuidade à pressão registrada na semana passada. Apesar do resultado negativo, os principais vencimentos reduziram as perdas observadas no início da sessão, em um mercado que segue atento às perspectivas de oferta elevada nos Estados Unidos e à evolução da demanda internacional pelo cereal.

O contrato dezembro/26 fechou cotado a US$ 4,5500 por bushel, com desvalorização de 1 cent, equivalente a 0,22%. O março/27 recuou 1,50 cent, encerrando a US$ 4,6875 por bushel, enquanto maio/27 também perdeu 1,50 cent e terminou negociado a US$ 4,7750. O julho/27 registrou a mesma perda e fechou a US$ 4,8400 por bushel.

Durante a manhã, as quedas chegaram a ser mais expressivas. Por volta das 7h26 (horário de Brasília), o dezembro/26 era negociado a US$ 4,5300 por bushel, com recuo de 3 cents em relação à sexta-feira. A recuperação parcial até o fechamento diminuiu a intensidade da desvalorização, mas não foi suficiente para levar os contratos ao campo positivo.

O movimento ocorre após uma semana de perdas acentuadas na bolsa norte-americana. Na sexta-feira (23), o dezembro/26 havia encerrado o pregão com desvalorização acumulada de 3,85% em relação à sexta-feira anterior, enquanto março, maio e julho de 2027 também registraram quedas semanais superiores a 2%.

Oferta americana e desempenho das exportações continuam no radar

As estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) seguem entre os principais fundamentos acompanhados pelo mercado. No relatório de oferta e demanda divulgado em 9 de outubro, o órgão elevou sua projeção de produção de milho norte-americano para aproximadamente 407 milhões de toneladas, com produtividade média estimada em 181,2 bushels por acre.

O USDA também ampliou a previsão de estoques finais da temporada 2026/27 para cerca de 47 milhões de toneladas. Os números reforçaram as expectativas de maior disponibilidade do cereal e continuam influenciando o comportamento dos contratos futuros em Chicago.

No campo, a colheita havia alcançado 44% da área cultivada até 18 de outubro, avanço de 11 pontos percentuais em uma semana. O ritmo permanecia abaixo da média de cinco anos, de 52%, especialmente em estados como Iowa, Nebraska e Minnesota, onde os trabalhos apresentavam atrasos mais expressivos.

As condições climáticas no Meio-Oeste norte-americano também seguem em acompanhamento, diante da expectativa de que períodos mais secos favoreçam o avanço das máquinas nas principais regiões produtoras.

Pelo lado da demanda, o mercado monitora o desempenho das exportações americanas e a concorrência com outras origens fornecedoras. No relatório de vendas divulgado na semana passada, o USDA informou negócios líquidos de aproximadamente 1,53 milhão de toneladas de milho, volume 36% superior ao registrado na semana anterior.

A competição internacional também permanece entre os fatores de atenção. Novas estimativas do adido agrícola americano em Buenos Aires apontam potencial de produção de 62 milhões de toneladas de milho na Argentina em 2026/27, acima dos 55 milhões projetados oficialmente pelo USDA. A eventual confirmação desse volume poderá ampliar a disputa por compradores nos próximos meses, especialmente diante da necessidade de escoamento das produções brasileira e norte-americana.

Assim, o milho encerra a segunda-feira com perdas moderadas em Chicago, enquanto o mercado permanece atento à evolução da colheita, aos indicadores de demanda e às perspectivas de oferta na América do Sul. Esses fatores continuarão influenciando as expectativas para os próximos pregões.

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