Consumo de milho para produção de etanol nos EUA cai 9% em setembro, mas supera volume de 2025

USDA aponta utilização de 438 milhões de bushels para etanol combustível; processamento total para álcool e outros usos industriais soma 485 milhões de bushels
Publicado em 02/11/2026 17:17

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O consumo de milho destinado à produção de etanol combustível nos Estados Unidos alcançou 438,42 milhões de bushels em setembro de 2026, segundo o relatório Grain Crushings and Co-Products Production, divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O resultado representa uma redução de aproximadamente 9% em relação a agosto, mas permanece 1% acima do volume registrado no mesmo mês de 2025.

Em agosto, as indústrias americanas haviam utilizado 479,36 milhões de bushels de milho para a produção de etanol combustível, enquanto setembro do ano passado registrou 435,60 milhões de bushels.

A comparação mensal também precisa considerar a diferença no número de dias. Agosto teve 31 dias, enquanto setembro contou com 30. Ainda assim, ajustando o consumo pelo calendário, o ritmo médio diário de utilização de milho para etanol apresentou redução de aproximadamente 5,49%.

Considerando todas as finalidades industriais abrangidas pelo levantamento, o consumo de milho totalizou 485 milhões de bushels em setembro, queda de 8% em relação a agosto e crescimento de 1% sobre setembro de 2025.

Do volume total processado, 92,7% foram destinados à produção de álcool, incluindo combustível e outras finalidades, enquanto 7,3% seguiram para outros usos industriais.

O levantamento também mostrou redução na produção de coprodutos da indústria de etanol. O volume de grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS), utilizados principalmente na alimentação animal, alcançou aproximadamente 1,70 milhão de toneladas curtas em setembro, queda de 8% na comparação mensal e recuo inferior a 1% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Já a produção de grãos úmidos de destilaria (DWG), com teor de umidade igual ou superior a 65%, totalizou 1,30 milhão de toneladas curtas, crescimento de 1% em relação a agosto e de 7% na comparação anual.

Os resultados mostram uma desaceleração do consumo industrial de milho em setembro, embora os volumes destinados ao etanol combustível permaneçam ligeiramente superiores aos registrados um ano antes.

A demanda das usinas continua sendo um dos principais componentes do balanço de consumo doméstico de milho nos Estados Unidos. Os dados mensais divulgados nesta segunda-feira acrescentam uma referência para o acompanhamento do setor, em um momento de avanço da colheita americana e de pressão sobre os preços internacionais do cereal.

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