Milho: Japão retarda compras após terremoto e pressiona preços na CBOT

Publicado em 16/03/2011 15:56 | Atualizado em 17/03/2011 07:39
Os compradores de milho no Japão estão retardando suas aquisições do grão depois do terremoto e tsunami que devastaram o país no último dia 11 de março. A tragédia danificou os portos do nordeste japonês, suspendendo as operações de desembarques, de acordo com o presidente da Unipac Grain Ltd, Nobuyuki Chino.

"As companhias japonesas não têm feito acordos para a compra de milho desde o ocorrido. Será preciso que elas avaliem quais serão as mudanças na demanda depois dessa catástrofe", disse Chino.

O país importa cerca de 12 milhões de toneladas do cereal anualmente e assegura 90% do milho dos Estados Unidos, o maior exportador mundial. Os importadores japoneses completaram suas compras da commodity para embarque até a primeira metade de junho antes do terremoto.

O Japão pode ter perdido aproximadamente 20% de sua produção de alimentos depois que o tsunami inundou os portos e instalações de produção de alimentos, segundo com Eri Utamaru, representante do Ministério da Agricultura.

Bolsa de Chicago - Esse terremoto que atingiu o Japão tem criado pânicos nos mercados e uma pressão expressiva no mercado de commodities. A tragédia tem provocado um aumento da aversão ao risco entre os investidores e muita volatilidade nas cotações.

Frente a este cenário de incertezas sobre a demanda do país que é o maior importador mundial de milho, os futuros do cereal negociados na Bolsa de Chicago voltaram a fechar o dia em forte baixa. No pregão desta quarta-feira, as cotações fecharam com quase 20 pontos de queda depois de registrar leves altas durante a sessão noturna e início da diurna.

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