China: Importações de milho podem chegar a 20 mi de toneladas em 10 anos

Publicado em 29/09/2011 11:23 370 exibições
A China, segundo maior consumidor e produtor mundial de milho, precisará fazer um forte esforço para atender sua demanda pelo cereal ao passo que os chineses  estão comendo mais produtos a base de carne. As informações são do Ministério da Agricultura do país.

O consumo de milho, incluindo seu uso em ração animal e produtos industrializados, aumentará significativamente e o governo deverá monitorar a indústria local assiduamente e bem de perto.

"Para manter equilibrada a relação de oferta e demanda do milho, nós teremos que desenvolver a produção e conter e controlar o processamento industrial", disse Chen Xiaohua, vice-ministro da Agricultura.

Os preços do grão na China se aproximaram de um patamar recorde frente à alta nos valores da carne de porco que resultou na expansão dos rebanhos de suínos na nação asiática.

A colheita de milho da China pode aumentar 3,5% em relação a do ano passado e alcançar as 179 milhões de toneladas. A área de produção teve um incremento de 2,8%. Os dados são do instituto de pesquisa Cngrain.com.

As baixas nas reservas chinesas poderiam, portanto, impulsionar as importações do país e dessa forma proporcionar um leve suporte às cotações do milho na Bolsa de Chicago. Só em setembro, as cotações já acumulam uma baixa de 18% diante dos temores de um crescimento global mais lento e de uma demanda por matérias-primas desaquecida.

Em 10 anos, as importações chinesas anuais de milho podem chegar a 20 milhões de toneladas caso o aumento da produção doméstica não seja suficiente para atender o esperado, explicitou Fan Zhenyu, executivo da maior trading de grãos da China, a Cofco Ltd.  No ano passado, as compras externas de milho do país totalizaram 1,6 milhão de toneladas, o maior volume em mais de 10 anos, segundo dados da alfândega do país.

Transgênicos - O gigante asiático também já está pesquisando o uso de milho geneticamente modificado para contribuir para um atendimento da demanda. O governo já aprovou a sanidade da estirpe.

Com informações da Bloomberg

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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