Salto em casos de Covid-19 desacelera retomada da demanda por petróleo, diz IEA

Publicado em 19/01/2021 10:03 35 exibições

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Por Noah Browning

LONDRES (Reuters) - A recuperação da demanda por petróleo sofrerá um golpe com o salto em novos casos de coronavírus antes que campanhas de vacinação e medidas de estímulos comecem a ajudar, no segundo semestre do ano, disse a Agência Internacional de Energia (IEA na sigla em inglês) nesta terça-feira.

"Fechamentos de fronteiras, medidas de distanciamento social e quarentenas...vão continuar a limitar a demanda por combustíveis até que as vacinas estejam mais amplamente distribuídas, mais provavelmente na segunda metade do ano", disse a agência em relatório mensal.

"Essa recuperação reflete principalmente o impacto de pacotes de estímulos fiscais e financeiros, assim como a efetividade de medidas para resolver a pandemia", disse a IEA.

O surgimento de novas variações do vírus, novos lockdowns na China e problemas logísticos nos programas de vacinação contribuíram para a visão mais negativa da IEA.

Destacando que uma melhoria na demanda global foi revertida em dezembro, a agência com sede em Paris reduziu sua projeção para a demanda no primeiro trimestre em 580 mil barris por dia (bpd), enquanto a projeção para 2021 foi reduzida em 300 mil bpd.

Tanto a oferta quando a demanda devem se recuperar neste ano-- esforços de grandes produtores para equilibrar o mercado contendo a produção ajudaram a reduzir estoques de petróleo e derivados pelo mundo, mas os estoques seguem perto de um pico visto em maio.

Dado o aumento de demanda esperado no segundo semestre, no entanto, "será preciso muito mais petróleo".

Um inverno frio na Ásia e na Europa e as restrições de oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados impulsionaram os preços do petróleo, acrescentou a IEA, enquanto a indústria de "shale" nos EUA deve manter sua produção estável.

"Se mantiver seus planos, a Opep+ pode começar a recuperar a participação de errado que lentamente perdeu para os EUA e outros desde 2016."

Fonte:
Reuters

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