Petróleo segue para US$100 com forte demanda e crise Rússia-Ucrânia, dizem analistas
![]()
Os preços do petróleo devem subir acima de 100 dólares por barril devido à forte demanda global, disseram estrategistas de mercado nesta semana, citando uma potencial guerra entre a Rússia e a Ucrânia como uma de suas principais preocupações para os mercados em 2022.
Os preços do petróleo ganhariam se a oferta global fosse interrompida e à medida que a demanda do gás natural aumentasse na Europa e na Ásia.
O fim de restrições por Covid-19 também impulsionaria o consumo de combustíveis de aviação e outros, disseram três estrategistas ao Reuters Global Markets Forum (GMF).
"O principal risco geopolítico é a Ucrânia", disse John Vail, estrategista-chefe global da Nikko Asset Management, de Tóquio. "A tendência parece boa em geral para commodities."
Os Estados Unidos alertaram na quinta-feira que a Rússia formulou várias opções como desculpa para invadir a Ucrânia. Moscou rejeitou a acusação e no passado disse que não está planejando uma invasão.
Bjarne Schieldrop, analista-chefe de commodities do SEB em Oslo, disse que os preços do petróleo em termos equivalentes já parecem "baratos" em comparação com o gás natural.
O estrategista de mercado global da Invesco, baseado em Hong Kong, David Chao, previu que os preços do petróleo podem subir de 10% a 15%.
"Isso colocaria uma tremenda pressão ascendente sobre a inflação nos países ocidentais, o que forçaria muitos dos principais bancos centrais a aumentar preventivamente as taxas de juros", disse Chao.
Vail, da Nikko, acredita que os bancos centrais terão dificuldade em controlar a inflação crescente e espera que o Federal Reserve dos EUA aumente as taxas de juros sete vezes este ano.
0 comentário
Petróleo Brent supera US$ 114 e atinge maior nível desde maio com escalada de ataques no Oriente Médio
Petróleo fecha em máxima de 5 meses com temor sobre oferta no Oriente Médio
Diesel volta a subir e reforça revisão de contratos de transporte antes da Reforma Tributária
Após altas, preços dos combustíveis começam outubro estáveis, aponta Veloe/Fipe
Petróleo Brent volta a superar US$ 110 com tensões entre Irã e EUA e riscos ao abastecimento
Preços globais do diesel devem permanecer altos, apesar do acordo de Trump com a Rússia