Petrobras vê impacto em preços de GNL, mas não em volumes com crise na Ucrânia
![]()
Por Marta Nogueira e Gram Slattery
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras não vê risco no suprimento de carga importada de gás natural liquefeito (GNL) diante da crise na Ucrânia, mas observa "impacto bastante significativo em custo", disse a jornalistas nesta quinta-feira o diretor-executivo de Refino e Gás Natural da petroleira, Rodrigo Costa.
De qualquer forma, o executivo reconheceu que a empresa acompanha "bem de perto todos esses movimentos e as novas realidades de suprimentos tanto para Europa quanto para a Ásia, em função desses eventos geopolíticos" recentes.
"A gente não vê risco na questão de movimentação de carga (de GNL) para atender aos nossos compromissos contratuais, o que nós vemos, sim, é um impacto bastante significativo em custo", disse o executivo, durante coletiva de imprensa sobre os resultados do quarto trimestre.
"A gente já vê movimentações de precificações de GNL voltando ao patamar de 30 dólares por milhão de BTU, que seria o equivalente a cerca 300 dólares por barril, patamares extremamente elevados que trazem onerosidade maior ao custo de regaseificação."
O executivo pontuou ainda que houve uma redução da demanda de gás por usinas termelétricas no país neste ano, diante de uma recuperação dos reservatórios de hidrelétricas, o que permitiu uma queda da exposição da companhia em relação a volumes importados de GNL.
As importações de GNL da petroleira caíram no primeiro bimestre para média de 14 milhões de metros cúbicos ao dia (m³/d), contra 24 milhões de m³/d na média do quarto trimestre.
(Por Marta Nogueira)
0 comentário
Petróleo cai com relatos de que EUA e Irã estão próximos de um acordo de paz
Preços do petróleo caem após fonte paquistanesa dizer que EUA e Irã estão próximos de acordo de paz
Petróleo sobe 6% após Irã incendiar porto dos Emirados Árabes e atacar navios no Estreito de Ormuz
Produção de petróleo do Brasil cresce 17,3% em março, mostra ANP
Secretário do Tesouro dos EUA diz que preços do petróleo cairão após guerra no Irã
Produção de petróleo da Petrobras no Brasil avança 16,3% no 1º tri; exportação dispara 61%