Agência eleva novamente previsão de crescimento de demanda por petróleo em 2024
![]()
LONDRES (Reuters) - A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) fez uma nova revisão para cima de sua previsão de crescimento da demanda de petróleo para 2024 nesta quinta-feira, embora sua projeção permaneça bastante inferior às expectativas do grupo de produtores Opep.
A previsão da agência com sede em Paris, revisada pelo terceiro mês consecutivo, aponta que o consumo global de petróleo aumentará 1,24 milhão de barris por dia (bpd) em 2024, em comparação com a projeção de 2,25 milhões de bpd da Opep.
A IEA e a Opep entraram em conflito nos últimos anos sobre questões como a demanda de longo prazo e a necessidade de investimento em nova oferta.
A última revisão para cima feita pela IEA, com um aumento de 180.000 bpd em relação à projeção anterior, está ligada à melhora do crescimento econômico global e à redução dos preços do petróleo no quarto trimestre, além da expansão do setor petroquímico da China.
O aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que a IEA afirma ser responsável por um terço do comércio marítimo mundial de petróleo, perturbou os mercados.
Exceto por uma turbulência significativa no fluxo de petróleo, a IEA afirmou que "o mercado parece razoavelmente bem abastecido em 2024", mesmo que a Opep e a aliança ampliada Opep+ tenham implementado uma série de cortes na produção desde o final de 2022 para apoiar o mercado. Um novo corte para o primeiro trimestre entrou em vigor neste mês.
A agência também estimou que a oferta de petróleo no mundo vai bater novo recorde, avançando 1,5 milhão de barris de óleo por dia (bpd) para 103,5 milhões de bpd, impulsionada por Estados Unidos, Brasil, Guiana e Canadá.
(Por Alex Lawler e Natalie Grover)
0 comentário
Petróleo cai após previsão de Trump sobre fim da guerra no Oriente Médio
EUA consideram vender petróleo da reserva estratégica, diz secretário de Energia
Preços do petróleo saltam 7% com guerra do Irã e atingem máxima desde 2022
EUA avaliam flexibilizar sanções contra petróleo russo para amenizar aumento do preço global, dizem fontes
Caos no mercado de petróleo deve se agravar com a redução da produção por mais gigantes do Golfo
Preços do petróleo ultrapassam os US$ 100 por barril, com grandes produtores do Oriente Médio reduzindo a produção em meio aos conflitos