Petróleo fecha quase estável enquanto mercado considera últimas mudanças nas tarifas dos EUA
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Por Scott DiSavino
NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo fecharam quase estáveis nesta terça-feira, enquanto os investidores digeriam as últimas notícias sobre as tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e tentavam calcular o quanto a guerra comercial entre os EUA e a China poderia reduzir o crescimento econômico global e a demanda por petróleo.
Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 0,3%, fechando a US$64,67 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caiu 0,3%, fechando a US$61,33.
As políticas comerciais dos EUA criaram incertezas para os mercados globais de petróleo e levaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo a reduzir sua perspectiva de demanda na segunda-feira.
A Agência Internacional de Energia seguiu nesta terça-feira com sua projeção de que a demanda global de petróleo em 2025 crescerá na taxa mais lenta dos últimos cinco anos, devido às preocupações com o crescimento econômico decorrente das tarifas comerciais de Trump.
Essa incerteza tarifária fez com que vários bancos, incluindo UBS, BNP Paribas e HSBC, reduzissem suas previsões para preços do petróleo.
"Se a guerra comercial se intensificar ainda mais, nosso cenário de risco negativo - ou seja, uma recessão mais profunda nos EUA e um pouso forçado na China - poderá fazer com que o Brent seja negociado a US$40-60 (por barril) nos próximos meses", disse Giovanni Staunovo, analista do UBS.
As preocupações com as tarifas de Trump, juntamente com o aumento da oferta pela Opep+, um grupo que inclui a Opep e aliados produtores, como a Rússia, já fizeram com que os preços do petróleo caíssem cerca de 13% até o momento neste mês.
(Reportagem de Scott DiSavino em Nova York e Shadia Nasralla em Londres; reportagem adicional de Colleen Howe em Pequim, Emily Chow em Cingapura)
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