Petróleo fecha com leve alta com sinais de impasse entre EUA e Irã e preocupações econômicas
![]()
Por Shariq Khan
NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo subiram levemente nesta segunda-feira, com os sinais de um colapso nas negociações dos Estados Unidos com o Irã sobre seu programa nuclear compensando o rebaixamento da recomendação de crédito soberano dos EUA pela Moody's.
Os contratos futuros do petróleo Brent subiram 0,2% para fechar a US$65,54 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate dos EUA fechou em alta de 0,32% a US$ 62,69 por barril. Ambos os contratos subiram mais de 1% na semana passada.
As negociações nucleares não levarão a lugar algum se Washington insistir que Teerã interrompa sua atividade de enriquecimento de urânio, disse a mídia estatal iraniana citando o vice-ministro das Relações Exteriores, Majid Takht-Ravanchi, nesta segunda-feira.
Essa observação diminuiu as esperanças de um acordo, que teria aberto caminho para a flexibilização das sanções dos EUA e permitido que o Irã aumentasse suas exportações de petróleo de 300.000 a 400.000 barris por dia, disse Alex Hodes, analista da StoneX.
"Esse aumento potencial parece muito improvável agora."
O rebaixamento do crédito soberano dos EUA pela Moody's levantou dúvidas sobre a saúde econômica da maior nação consumidora de petróleo do mundo. A pressão também veio das notícias sobre a desaceleração do crescimento da produção industrial e das vendas no varejo na China, o principal importador de petróleo.
(Reportagem de Shariq Khan e Alex Lawler; reportagens adicionais de Seher Dareen, Florence Tan e Emily Chow; edição de Paul Simao)
0 comentário
Petróleo fecha em leve alta por preocupações com oferta, enquanto Trump rejeita proposta do Irã
Exportação de petróleo do Brasil caminha para recorde em setembro, indicam dados da Secex
Royal Rural: Petróleo devolve alta com avanço nas conversas entre EUA e Irã
Petróleo cai cerca de 2% com EUA e Irã explorando caminho para o fim da guerra
Petróleo fecha em alta de cerca de 3% após ataque dos houthis à Arábia Saudita
Petróleo volta a superar US$ 105 após ameaças na ONU e mantém pressão sobre logística e empresas