Petróleo fecha com alta de 1% por ataques de drones da Ucrânia contra oferta russa
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Por Shariq Khan
NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo subiram mais de US$1 por barril nesta terça-feira, com temores relacionados a ataques de drones ucranianos em portos e refinarias da Rússia, e antes de decisão do Federal Reserve sobre as taxas de juros dos Estados Unidos.
Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta de US$1,03, ou 1,5%, a US$68,47 por barril. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate dos EUA (WTI) subiram US$1,22, ou 1,9%, a US$64,52 por barril.
A Transneft alertou os produtores que eles podem ter que cortar a produção após os ataques de drones da Ucrânia a portos de exportação e refinarias essenciais, segundo três fontes do setor.
A Ucrânia intensificou os ataques à infraestrutura de energia da Rússia nas últimas semanas, interrompendo as operações no principal terminal de petróleo ocidental da Rússia, Primorsk, na semana passada, à medida que as negociações para pôr fim ao conflito foram paralisadas.
"Um ataque a um terminal de exportação como o de Primorsk visa mais a limitar a capacidade da Rússia de vender seu petróleo no exterior, afetando os mercados de exportação", disseram os analistas do JP Morgan.
"Mais importante ainda, o ataque sugere uma disposição cada vez maior de perturbar os mercados internacionais de petróleo, o que tem o potencial de aumentar a pressão sobre os preços do petróleo", disseram eles.
O Goldman Sachs calcula que os ataques ucranianos tenham tirado cerca de 300.000 barris por dia da capacidade de refino da Rússia em agosto e até agora neste mês.
Os futuros do diesel dos EUA subiram 2,5%, superando os futuros do petróleo WTI e da gasolina dos EUA. A situação na Rússia pode levar a um maior aperto nos mercados de diesel dos EUA, disse Alex Hodes, analista da StoneX Energy.
"Se as refinarias russas sofrerem danos substanciais, isso poderá aumentar a demanda por exportações de diesel dos EUA e, potencialmente, sustentar a curva invertida", disse Hodes.
Também está no radar dos investidores a reunião de 16 e 17 de setembro do Federal Reserve dos EUA. Espera-se que o banco central reduza as taxas de juros, o que deve estimular a economia e aumentar a demanda por combustível. Ainda assim, os analistas foram cautelosos com relação à saúde da economia dos EUA.
(Reportagem de Shariq Khan, Ahmad Ghaddar, Anjana Anil e Trixie Yap)
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