Grandes petroleiras suspendem embarques pelo Estreito de Ormuz após ataques, dizem fontes

Publicado em 28/02/2026 14:31 e atualizado em 28/02/2026 19:00

Logotipo Reuters

LONDRES, 28 Fev (Reuters) - Diversos armadores, grandes empresas de petróleo e comerciantes suspenderam os embarques de petróleo, combustível e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz após os EUA e Israel atacarem o Irã, e depois de Teerã anunciar o fechamento da navegação, disseram fontes do setor neste sábado.

"Nossos navios ficarão parados por vários dias", disse um alto executivo de uma importante mesa de operações.

Imagens de satélite de rastreadores de navios-tanque mostraram embarcações se acumulando perto de grandes portos, como Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e sem conseguir atravessar o Estreito de Ormuz.

Várias embarcações na área receberam transmissões VHF da Guarda Revolucionária do Irã informando que "nenhum navio está autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz", disse à Reuters um oficial da missão naval da UE, Aspides.

A Marinha do Reino Unido afirmou que as ordens do Irã não têm força de lei e aconselhou as embarcações a transitarem com cautela.

A associação de petroleiros INTERTANKO disse que a Marinha dos EUA alertou contra a navegação na área -- todo o Golfo Pérsico, o Golfo de Omã, o norte do Mar Arábico e o Estreito de Ormuz --, afirmando não poder garantir a segurança da navegação.

O Ministério da Marinha Mercante da Grécia aconselhou as embarcações, no sábado, a evitarem o Golfo Pérsico, o Golfo de Omã e o Estreito de Ormuz, segundo um comunicado visto pela Reuters.

Cerca de 20% do petróleo mundial proveniente de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Irã passa pelo Estreito de Ormuz, assim como grandes volumes de GNL do Catar.

Quatorze navios-tanque de GNL apresentaram sinais de redução de velocidade, manobras de retorno ou paradas no Estreito ou em suas proximidades, disse Laura Page, da consultoria Kpler, acrescentando que o número provavelmente aumentará, representando riscos para as exportações de GNL do Catar.

(Reportagem de Dmitri Zhdannikov, Marwa Rashad, Shariq Khan e Enes Tunagur, Renee Maltezou e Yannis Souliotis)

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Fonte:
Reuters

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário