Petróleo fecha em máxima de várias semanas após EUA ameaçar novos ataques ao Irã
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Por Shariq Khan e Scott DiSavino
8 Jul (Reuters) - Os preços do petróleo fecharam com alta de quase 5% nesta quarta-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou novos ataques contra o Irã, gerando preocupações de que a retomada das hostilidades no Oriente Médio pudesse interromper a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz.
Os futuros do Brent subiram US$3,86, ou 5,2%, fechando a US$78,02 o barril, o maior valor desde 19 de junho. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subiu US$3,08, ou 4,4%, para US$73,52, o maior valor desde 22 de junho.
Trump afirmou que um acordo provisório assinado no mês passado para pôr fim à guerra com o Irã estava “encerrado” e que os Estados Unidos provavelmente lançariam novos ataques na noite desta quarta-feira, após os ataques iranianos a bases americanas no Golfo Pérsico e a petroleiros no Estreito de Ormuz.
Mais tarde, Trump descartou o reinício de uma guerra em grande escala com o Irã, fazendo com que os índices de referência do petróleo recuassem em relação aos ganhos máximos da sessão, que chegaram a quase 9%.
Ainda assim, o recente recrudescimento das tensões provavelmente impôs um limite ao número de embarcações dispostas a passar pelo Estreito de Ormuz, afirmaram analistas da RBC Capital Markets em uma nota.
Um quinto do abastecimento global de petróleo passava pelo estreito antes do início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro, após os ataques aéreos dos EUA e de Israel contra Teerã. Desde então, o Irã mantém um controle rígido sobre a circulação de navios por essa movimentada via navegável, forçando outros produtores de petróleo do Oriente Médio a cortar milhões de barris da produção devido à incapacidade de exportar no mesmo ritmo de antes.
“Fundamentalmente, os eventos dos últimos dias enfraquecem significativamente qualquer confiança de que a atual trégua de 60 dias ainda possa evoluir para um acordo de paz permanente”, disse Jorge Leon, chefe de análise geopolítica da consultoria Rystad Energy.
(Reportagem de Shariq Khan, Anushree Mukherjee, Yuka Obayashi e Jeslyn Lerh;Reportagem adicional de Seher Dareen, Florence Tan e Scott DiSavino)
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