Em reunião na ABAG, Ministro do Meio Ambiente apresenta Programa Floresta+ Agro
O Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, esteve nesta quinta-feira, dia 03, na Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) para tratar de assuntos relacionados à sustentabilidade ambiental e o agronegócio. Ele apresentou o Programa Floresta+ Agro, com foco exclusivo em Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal. O objetivo é incentivar as cadeias produtivas do agro na realização do pagamento por Serviços Ambientais, ao promover atividades de melhoria, recuperação, monitoramento e conservação da vegetação nativa em todos os biomas.
Segundo o Ministro, os segmentos do algodão, do café e de frutas já estão aderindo ao programa, que possibilitará realizar o cadastro na plataforma digital das empresas, fornecedores e propriedades rurais que tenham atividade de proteção e conservação de recursos naturais, a vistoria das propriedades e o parecer técnico que as habilitem a participar do programa. Como resultado, o produtor receberá o Selo Floresta+, que certifica a propriedade e reconhece as ações de proteção ambiental. “A plataforma foi desenvolvida para o uso da iniciativa privada”, disse.
O Ministro Leite acrescentou ainda que esse programa pode beneficiar o produtor rural de múltiplas formas, como na negociação de financiamento e seguro, na aquisição de máquinas e insumos, nos prazos de pagamento diferenciados, entre outros.
Para Luiz Carlos Corrêa Carvalho (Caio Carvalho), presidente da ABAG, esse programa é a resposta que o Brasil dará aos compradores internacionais nas questões ligadas à proteção ambiental e dos biomas, uma vez que possibilitará certificar a origem sustentável dos produtos agropecuários.
Durante a reunião na ABAG, o Ministro do Meio Ambiente ainda comentou sobre a realização do evento Mercado Global de Carbono, que acontecerá no Rio de Janeiro, entre os dias 18 e 20 de maio, e reunirá líderes globais, CEOs de empresas para mostrar as políticas de neutralidade e as tecnologias desenvolvidas para diminuir os impactos das emissões de carbono. A seu ver, será uma chance de conhecer, trinta anos após a Rio 92, o que o setor privado está fazendo para mudar a economia e tratar da questão climática.
Por fim, ele tratou sobre o novo programa para transformar metano em biocombustível, cujo lançamento está previsto para este mês, e ressaltou o compromisso do Ministério do Meio Ambiente para trazer o crescimento verde, levando a proteção ambiental de forma racional e trabalhando todas as rotas para chegar a essa finalidade.
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