Dólar alto: Bom para os produtores, péssimo para população
A disparada do dólar registrada nesta quinta-feira (20) muda o atual cenário do agronegócio brasileiro. Para os produtos exportados, como soja, milho, café, carnes entre outros, em um primeiro momento, a alta da moeda americana será benéfica, proporcionando maior competitividade aos produtos brasileiros e influenciando positivamente a balança comercial.
Porém, a persistência dessa alta pode ter um efeito colateral importante como o encarecimento dos custos de produção. Já para os consumidores, esse avanço terá consequências bastante severas com elevação nos preços dos produtos da cesta básica e impacto direto na inflação.
Um exemplo desses aumentos poderá ser sentido no feijão. Segundo Marcelo Lüders, consultor da Correpar, o custo de produção elevado em função da utilização de insumos lastreados pela moeda americana pode influenciar na decisão de plantio. Além disso, o feijão deve perder área para outras culturas negociadas em dólar, como a soja e o milho. A consequência é uma menor produção da leguminosa e consequentemente, preços elevados ao consumidor.
O mesmo acontece na suinocultura. Os preços de insumos como medicamentos, vitaminas, minerais, entre outros, são contabilizados em dólar, o que vai encarecer o custo de produção. Mas por outro lado, o quadro é positivo para as exportações ao agregar maior valor à carne vendida para o exterior num momento de reabertura de importantes mercados compradores como Japão e Ucrânia.
As primeiras impressões em relação a esse novo patamar de negócios do dólar puderam ser observadas nesta quinta-feira (20). Esse cenário de alta da moeda americana, que beneficia as exportações, ao mesmo tempo traz muita incerteza e diminui o fluxo de negócios no mercado interno. A saca de soja chegou a bater o valor de R$ 74,50 no Porto de Rio Grande e o milho R$ 28,00 em Paranaguá, porém, sem vendedores ofertando ambos os produtos apostando numa elevação ainda maior dos preços, como explicou o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.
O mesmo aconteceu no mercado do café. Em Nova York, os futuros do arábica perderam mais de 500 pontos e recuaram ao pior nível dos últimos quatro anos. Alguns vencimentos chegaram a registrar os menores preços desde setembro de 2009. Frente a isso, nem mesmo a alta do dólar compensou para os preços no mercado brasileiro, com a saca de café fechando o dia a R$ 280,00, na estabilidade. "O mercado ficou travado nesta quinta-feira, nem a alta do dólar animou os produtores. O preço no mercado interno não subiu, nem caiu", relatou o superintendente comercial da Cooxupé, Lúcio Dias.
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reginaldo massuia nhandeara - SP
não sei se da pra comemorar tanto assim essa alta do dólar, acho q é mais negativo do q positivo para o setor agrícola, se o dólar sobe, geralmente o preço dos grãos caem em dólar, resultando no mesmo valor em reais antes da alta do dólar, por outro lado o preço dos insumos sobem com a alta do dólar e não caem em dólar, sei la se isso é bom assim viu, vamos aguardar pra ver o q vai acontecer