Congresso conclui votação das novas metas fiscais

BRASÍLIA (Reuters) - O Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira o projeto de lei que aumenta as metas de déficit primário do país em 2017 e 2018, ao rejeitar dois destaques ao texto, mas o governo do presidente Michel Temer terá outras batalhas para vencer no Legislativo antes de colocar as contas públicas em ordem.
O projeto prevê que o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) pode fazer um rombo primário de até 159 bilhões de reais neste e no próximo ano. Antes, os déficits previstos eram de 139 bilhões e 129 bilhões de reais, respectivamente.
O governo mobilizou boa parte de seu esforço para aprovar o projeto na semana passada, mas não conseguiu concluir a votação da proposta devido à falta de quórum --já era madrugada.
O primeiro dos destaques votados nesta terça, rejeitado pelos parlamentares, determinava que fosse destinado para a saúde em 2018 o total já calculado segundo o teto de gastos mais a taxa de crescimento populacional estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o próximo ano.
A segunda emenda, também rejeitada, previa que os recursos do Orçamento de 2018 destinados à educação fossem corrigidos pela inflação acumulada no ano mais taxa de crescimento do IBGE.
CAMINHO DURO À FRENTE
O governo ainda terá de negociar politicamente com o Congresso medidas adicionais e impopulares para elevar receitas e reduzir gastos para tentar cumprir os objetivos.
Entre elas, a reoneração da folha de pagamento das empresas, a manutenção em 2 por cento da alíquota do programa de incentivo às exportações Reintegra e elevação na contribuição previdenciária por funcionários públicos.
A alteração nas metas fiscais foi anunciada há semanas pela equipe econômica diante da deterioração das contas públicas, em meio ao cenário de fraca atividade econômica e gastos maiores públicos. O texto-base do projeto já havia sido aprovado na semana passada pelo Congresso.
A avaliação de especialistas é de que o governo terá dificuldade para cumprir suas metas fiscais. Recente pesquisa Reuters mostrou que a avaliação dos economistas ouvidos era de que o Brasil precisará aumentar impostos e vender ativos para garantir o cumprimento das metas fiscais mesmo após relaxá-las.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello)
0 comentário
BC corta Selic em 0,25 ponto, a 14,25%, e deixa próximos passos em aberto
Memorando de entendimento foi oficialmente assinado pelo Irã e pelos EUA, diz mídia iraniana
Ibovespa fecha em queda após Fed sinalizar alta de juros neste ano
Dólar fecha em alta no Brasil após Fed indicar possível alta de juros em 2026
Jovem Pan: Israel volta a atacar o Líbano e ignora as críticas de Trump
Trump diz que “ninguém” atacou escola de meninas no Irã “de propósito”