Dólar tem leves oscilações ante real, com cautela diante da cena externa

Por Claudia Violante
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar tinha leves oscilações alta ante o real nesta segunda-feira, com investidores cautelosos diante do cenário externo depois da violenta votação pela independência na Catalunha alimentar a ansiedade sobre o risco político na zona do euro.
Também estava no radar a expectativa de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, pode elevar os juros mais uma vez este ano.
Às 10:33, o dólar avançava 0,08 por cento, a 3,1700 reais na venda, depois de fechar setembro com alta de 0,64 por cento. O dólar futuro tinha leve alta de cerca de 0,15 por cento.
"O mercado está monitorando várias coisas: as chances maiores de alta de juros nos EUA..., o recuo do euro e a cena política local", resumiu o sócio da Onnix Corretora, Vanderlei Muniz.
Nesta sessão, o euro recuava frente ao dólar, perto do seu nível mais baixo em seis semanas. O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, está enfrentando a maior crise constitucional do país em décadas após o referendo realizado na Catalunha em meio a cenas de violência no domingo, que abriu as portas para a região mais rica da Espanha decretar separação.
O futuro da política monetária dos Estados Unidos também era monitorado pelos investidores, com o dólar subindo ante uma cesta de moedas.
O mercado vem trabalhando com a perspectiva de que o Fed possa elevar novamente os juros neste ano, possivelmente em dezembro, mesmo que a inflação não atinja a meta de 2 por cento, como já indicou a chair do banco central, Janet Yellen.
Internamente, os investidores continuavam monitorando as negociações para barrar o andamento da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados.
O cenário político também tinha reforço da pesquisa Datafolha, que no final de semana mostrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na frente da disputa para as eleições à Presidência em 2018.
"A pesquisa traz cautela ao investidor", acrescentou Muniz.
O Banco Central brasileiro não anunciou qualquer intervenção para o mercado de câmbio, por ora. Não há vencimentos de swap cambial tradicional --equivalente à venda futura de dólares-- em novembro.
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