Câmara abre sessão para votar segunda denúncia contra Temer

BRASÍLIA (Reuters) - A Câmara dos Deputados abriu na manhã desta quarta-feira sessão para votar a segunda denúncia movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, em um clima de calmaria dentro e fora da Casa.
Temer foi acusado de obstrução de Justiça e organização criminosa. Por esse último crime, também foram denunciados os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).
A tendência é que os deputados aprovem o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), contrário à autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue a denúncia contra Temer, Padilha e Moreira e outros acusados.
Nos últimos dias, Temer se empenhou pessoalmente em tentar conseguir votos para conseguir repetir o placar pela rejeição da segunda denúncia alcançado na primeira. Na primeira votação, em agosto, por acusação de corrupção passiva, o presidente conseguiu 263 votos favoráveis.
O presidente aumentou o empenho e a liberação de emendas parlamentares e ainda cedeu em uma série de medidas de interesses de deputados para conseguir se manter no cargo.
Para a denúncia ser julgada pelo STF, precisa ter o apoio de pelo menos 342 deputados. Ciente de que não tem votos para aprová-la, a oposição aposta no desgaste do governo e tentará levar a votação até a noite desta quarta, quando espera que um maior número de pessoas acompanhem a sessão pela televisão ou outros meios de comunicação.
Em frente à Câmara, não havia qualquer sinal de protestos de rua, apesar de um esquema especial de segurança. No plenário da Câmara e nas imediações, poucos deputados compareceram para o início da sessão.
(Reportagem de Ricardo Brito)
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