Para Jucá, Câmara terá nome de "consenso" na Secretaria de Governo para construir aprovação da Previdência

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do PMDB e líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nesta terça-feira que a Câmara está sendo consultada e vai indicar um nome de "consenso" para construir uma maioria a fim de aprovar a nova versão da reforma da Previdência.
Questionado se o nome ideal para o posto seria o do deputado Carlos Marun (PMDB-MS), ele não quis opinar. Para ele, há "muitos nomes ideais" na bancada de deputados do PMDB para ocupar a cadeira atualmente com o tucano Antonio Imbassahy.
Jucá afirmou que não há uma exigência que o novo ministro da Secretaria de Governo seja do PMDB. Defendeu que a escolha é do presidente e que deve ser construída e costurada com os partidos da Câmara. Para ele, é importante que seja feito um entendimento com os deputados, que o Senado acompanha as negociações do nome e que, se tiver qualidade, vai apoiá-lo.
O presidente do PMDB negou que os partidos do centrão estão ganhando mais espaço na reforma. "O presidente está compondo um entendimento com essa base aliada, com esses diversos partidos, no sentido de construir uma votação que aprove a Previdência. Isso é muito importante, não há fato mais relevante para o governo agora do que tentar construir essa base", afirmou ele, na saída de uma reunião da Executiva do PMDB.
Presente ao encontro partidário, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, garantiu que o governo vai ter os votos suficientes para aprovar a nova versão da reforma da Previdência na Câmara até o final do ano. Ele disse, entretanto, que a aprovação da proposta não depende "necessariamente" de uma reforma ministerial.
"Mas evidentemente as coisas todas andam juntas. Nós precisamos criar condições para ter uma maioria parlamentar tanto na Câmara quanto no Senado comprometida com determinados objetivos de política econômica", disse Moreira.
O PMDB marcou a convenção do partido para o dia 19 de dezembro. Nela, devem ser definidos a troca do nome, para o antigo Movimento Democrático Brasileiro, o MDB, a inserção no estatuto da nova legislação eleitoral aprovada na reforma e a adoção de regras de compliance para o funcionamento partidário.
(Reportagem de Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello)
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