Venda de combustíveis do Brasil em 2017 terá pequena alta ante 2016, diz ANP

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As vendas totais de combustíveis no Brasil neste ano terão um pequeno aumento ante 2016, afirmou nesta quinta-feira o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Aurélio Amaral, devido à expansão da economia que deverá puxar as vendas de gasolina e diesel em 2017.
Os dados consolidados da agência reguladora referentes a 2017 só devem ser divulgados no ano que vem, mas segundo as informações mais recentes da ANP, as vendas de combustíveis no país de janeiro a outubro cresceram 0,2 por cento ante o mesmo período de 2016, marcando a primeira alta no acumulado de 2017.
"Será um pequeno aumento em relação a 2016 assim como diesel, por conta do retorno da economia... e a gasolina foi mais competitiva que o etanol neste ano e deve puxar", disse Amaral, a jornalistas, em evento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), no Rio de Janeiro.
"Além disso, o diesel sempre acompanha o ritmo da economia... se o PIB (Produto Interno Bruto) cresce, o diesel também acompanha."
Entre janeiro e outubro, as vendas de diesel subiram 0,4 por cento, ante o mesmo período de 2016, enquanto as da gasolina cresceram 5 por cento na mesma comparação.
O avanço das vendas apontado por Amaral, mesmo que tímido, aconteceria apesar dos preços mais altos dos combustíveis no Brasil, especialmente diesel e gasolina, após o impacto de alta no PIS/Cofins nos combustíveis e com a Petrobras repassando avanços das cotações internacionais.
(Por Rodrigo Viga Gaier)
0 comentário
FPA alerta para "tempestade perfeita" no agro: sem crédito, seguro e alto endividamento
Ibovespa renova recordes, mas queda de Petrobras adia marca inédita dos 200 mil pontos
Dólar fecha estável, abaixo dos R$5,00, com esperança de acordo entre EUA e Irã
Rubio diz que conversas "históricas" entre Israel e Líbano deveriam chegar a acordo sobre estrutura para paz
Seis navios dão meia-volta devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, dizem militares dos EUA
FMI adverte que guerra no Oriente Médio eleva riscos à estabilidade financeira