Temer diz que não será candidato, mas não nega circunstâncias de momento

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira que não é candidato à Presidência nas eleições de outubro, embora tenha afirmado que não nega circunstâncias de momento, e abriu a porta para que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, seja o candidato da base governista.
"Eu não nego circunstâncias do momento que possam determinar essa ou aquela conduta, mas eu não sou candidato. Se eu passar para a história como alguém que conseguiu fazer boas reformas, conseguiu equilibrar o Brasil, eu me dou por plenamente satisfeito", disse o presidente em entrevista à Rádio Jovem Pan.
Questionado ainda sobre as movimentações de Meirelles, que tem sido mais claro em seu desejo de ser candidato à Presidência, Temer diz que essa é uma decisão do ministro, mas abre a porta para que ele seja o candidato do governo.
"Se ele desejar ser candidato é uma coisa dele, ele vai fazer a avaliação. Se ele se decidir, teremos a possibilidade de escolha de alguém que dê sequência a esse trabalho", avaliou o presidente.
O Planalto tentar organizar a base de apoio ao governo tenha um candidato único, mas que seja alguém que defenda o "legado" de Temer. O próprio presidente, no entanto, admite, em outro ponto da entrevista, que o cenário eleitoral deste ano ainda está muito indefinido, e apenas em maio ou junho se poderá ter uma visão mais clara das candidaturas.
PREVIDÊNCIA
O presidente também deixou aberta a possibilidade de que a reforma da Previdência venha a ser votada em outubro ou novembro, caso a intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro apresente resultados.
A reforma é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), e o texto constitucional não pode ser alterado durante uma intervenção federal.
"A reforma da Previdência não foi sepultada, foi retirada da pauta legislativa, mas se mantém na pauta política do país", defendeu o presidente, acrescentando que candidatos a quaisquer cargos terão que tratar do tema na eleição.
"A reforma será feita de qualquer maneira e não é improvável, se até setembro a intervenção tiver os seus efeitos necessários, eu levantá-la e discutirmos e votarmos em outubro e novembro."
(Reportagem de Lisandra Paraguassu)
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