Após STJ negar habeas corpus a Lula, Sepúlveda diz esperar que STF reveja prisão depois da 2ª instância

BRASÍLIA (Reuters) - Pouco depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter negado um pedido de habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence, defensor do petista, disse esperar que o STF rediscuta a possibilidade de prisão após esgotados os recursos em segunda instância.
A defesa de Lula tenta garantir que o Supremo altere o entendimento mais recente de forma a só permitir a prisão logo após concluído todos os recursos cabíveis, o chamado trânsito em julgado.
“Vamos lutar lá (no STF), mas, enfim, esperando que antes, no julgamento das ações declaratórias de cosntitucionalidade 43 e 44, o Supremo Tribunal se defina a respeito terminando essa dramática divisão”, disse Sepúlveda nesta terça-feira, referindo-se à apertada maioria que existe na corte favorável a imediata execução da pena.
A aposta de aliados de Lula é que haja uma revisão do entendimento do Supremo de forma a evitar que o petista seja preso logo após a análise dos embargos declamatórios pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que questiona pontos da condenação do ex-presidente no processo do tríplex do Guarujá (SP).
Em tom de crítica, Sepúlveda lamentou o resultado do julgamento do STJ. “Foi resultado unânime no qual o tribunal preferiu manter a posição punitivista, que está em grande voga no país, e perdeu a oportunidade de evoluir e voltar a dar à garantia constitucional da presunção de inocência o seu devido valor”, disse.
O advogado adiantou que, caso o TRF-4 rejeite os recursos, deve ir novamente ao STJ para questionar a decisão. Ele não quis opinar se Lula vai se entregar, caso o TRF-4 decrete sua prisão.
(Reportagem de Ricardo Brito)
0 comentário
Wall St abre em alta enquanto investidores se preparam para semana carregada de dados
Pedidos de recuperação judicial do agro brasileiro mais que dobram no 3º tri, diz Serasa
Ibovespa volta aos 162 mil pontos com IBC-Br e Braskem sob holofotes
França tenta adiar votação de acordo comercial do Mercosul em meio a protestos de agricultores
Dólar segue exterior e cai ante o real enquanto mercado digere dados de atividade
IGP-10 sobe 0,04% em dezembro e termina ano com deflação acumulada, diz FGV