Alckmin faz contraofensiva, contém avanço de Ciro e blocão pode fechar com tucano

BRASÍLIA (Reuters) - O pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, e interlocutores próximos fizeram uma contraofensiva nos últimos dias para conter o avanço dos acertos do pedetista Ciro Gomes com o chamado blocão, e esse grupo de partidos pode até fechar uma aliança formal com o tucano, afirmaram à Reuters fontes envolvidas diretamente nas negociações.
A cúpula do PDT e até mesmo lideranças do blocão —formado por PP, DEM, PRB, PR e SD— admitiam que estava praticamente certo um acordo com Ciro Gomes, mas uma sucessão de atitudes do próprio presidenciável pedetista somada à ofensiva de Alckmin e aliados levaram a uma mudança de humor nesse xadrez.
“Alckimin está na frente agora”, admitiu um presidente de um partido do blocão à Reuters, sob a condição do anonimato, ao ser questionado se a disputa estaria empatada.
Também reservadamente, um interlocutor direto de Alckmin disse que são “boas” as perspectivas para fechar com o blocão. Afirmou ter conversado com um dirigente de um partido do grupo e o convenceu a apoiar o pré-candidato do PSDB com os seguintes argumentos: a afinidade da agenda do PSDB com o blocão é maior do que a de Ciro e a suposta falta de controle emocional do pedetista, que nos últimos dias se envolveu em polêmicas públicas.
“Os apoios estão vindo”, disse esse interlocutor de Alckmin.
O blocão ficou de definir uma posição única para fechar o acordo sobre quem vai apoiar —Alckmin ou Ciro— até a próxima semana.
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